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 Supernatural in Portugal

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DarkAngel
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MensagemAssunto: Supernatural in Portugal   Ter Jan 15, 2008 8:25 am

Ora bem, é a minha 1ª Fan Fic, que também ando a postar noutro forum , por isso é natural que algumas pessoas daqui já a tenham lido! Smile

Está ainda em progressão...estou a escreve-la à mão (sim...eu AMO escrever à mão!).



Personagens:

Dean e Sam (oooooooooobvio)

Joana - eu...DarkAngel

Vanessa - uma amiga minha, que quando souber que existe um forum do Jensen vem logo registar-se! Laughing



Os capítulos são um pouco grandes...
Espero que gostem... tongue


Última edição por em Qua Jan 16, 2008 6:23 pm, editado 2 vez(es)
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DarkAngel
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Ter Jan 15, 2008 8:28 am

1º CAPÍTULO


Era de madrugada. Dois irmãos preparam-se para sair do quarto em que tinham passado a noite. A bagagem, uma mochila e ma mala, estão prontas à porta, para serem pegadas e levadas para o carro.

Lá fora estava escuro, muito escuro e bastante frio. Silêncio total.

Passos se aproximam de um carro preto. As malas são largadas na sua bagageira.


– Caneco… que griso que ‘tá lá fora. Dude… liga-me o ar-condicionado se não vou morrer congelado durante a viagem! – Sam tiritando de frio e tremendo da cabeça aos pés.

Dean lança-lhe um olhar de gozo.

– Que é que foi? – Sam abraçando-se a si mesmo para ver se conseguia mais algum calor.

– Tipo… isto não é um carro topo de gama esqueces-te? Por isso é bom que te divirtas a arranjar alguma maneira de te aqueceres, caso contrário vais mesmo morrer de frio… E como eu sei que aqui o meu Sammy * Dean dá esfrega no alto da cabeça de Sam, despenteando-o um pouco * é um rapaz inteligente, ele não se vai deixar congelar… ceeeerto? – Dean sorrindo para o irmão.

– Obrigado… és um amor… foda-se, merda de carro, já podias ter adaptado o teu amiguinho não? Sei lá… um ar-condicionado… um leitor de CD’s… não?! – Sam olhando para o ar com ar de quem está a ver os ‘aparelhos’ à frente.

– Hey! Tu não ofendas o meu Impala ok? Se não vais a pé! Pode ser que aqueças!

Os dois manos calam-se e começam a viagem…
Sam, enrosca-se numa manta que estava pelo carro, dorme que nem um anjo.

– Acorda pá! – Dean dá cotovelada em Sam que acorda atordoado.

– Hã? Quê? Onde? Onde é que ele está?

– Desculpa? Onde é que está quem? – Dean olhando pa ele com cara de ‘WTF?’ e para a estrada.

– O demónio! Não me chamas-te por causa do demó… * Sam caindo em si * ai… pa que é que me acordas-te?

– Pega no telemóvel e liga pá Joana.

– E porque é que não ligas tu? É preciso acordares-me pa isto?

– Porque eu estou a guiar! Cala-te e liga-lhe!

Sam começa a ligação.

– ‘Tá a chamar… o que é que eu lhe digo? – Sam com olhinhos de sono -__-

– Que acorde e que se levante, se vista, se despache que ‘tamos quase em casa dela.

– Não atende…

– Insiste…

Do outro lado da linha, uma pobre moça que tentava dormir descansadamente é acordada e arrancada do seu sonos mais profundo por um telefone que toca insistentemente.

– Hmmm… ‘tou…?

– Hi! Joana… é o Sam, olha… ‘tavas a dormir? – Sam falando docemente.

– Que é que achas? Eu sei que gosto de me deitar tarde… mas tipo… não é todos os dias… são 5:30, é óbvio que ‘tava… aliás… ESTOU… a dormir!

– Hm… desculpa… mas foi o Dean que pediu pa te ligar…

– Hm… xim… hm… dejenvolve… – Joana falando de boca praticamente fechada.

– Diz pa acordares, te levantares, vestires e despachares que ‘tamos a chegar aí!

– ‘TÃO O QUÊ?! – Joana começa a barafustar.

– Ela ‘tá a perguntar ‘Porquê?’… – Sam dizendo ao Dean.

– Porque sim… ah e diz a ela pa falar mais baixo que eu ouvi tudo o que ela disse p’aí.

O Sam lá passa o comunicado à Joana, que explode ainda mais.

– Ai a merda!!! * Sam manda o tlm p’lo ar com o susto do berro dela * DEEEAN! Se me estás a ouvir… explica-te! Não me vou levantar só porque tu queres! – Nem era preciso por o tlm em ‘alta voz’ pois ouvia-se perfeitamente.

– Dude… é melhor dizeres a cena duma vez antes que eu tenha um ataque cardíaco à conta dela! * Sam falando entre dentes e pegando no tlm * Tem calma Jô… – Sam sendo interrompido.

– Jô é só para as minhas amigas… vocês são amigos… epá, mas vocês conhecem a outra Jo e eu não quero cá misturas! Joana… sim… continua Sam… E O DEAN QUE SE EXPLIQUE!!! * Sam afasta tlm do ouvido e volta a aproximar quando a Joana acaba *

– Joana… tem lá calma… o Dean diz que explica quando aí chegarmos, ‘tamos quaaase aí girl… – Sam com voz calma e doce.

– Ai eu… porque raio vos conheci e me meti nestas cenas… ok Sam… eu vou arranjar-me, grrrr… – Joana desligando o telefone.

– E então? – Dean.
– Então o quê? Eu disse-lhe que lhe explicas quando lá chegarmos… tipo… é normal que ela tenha virado fera… quem é que gosta de ser acordado às 5:30 com uma chamada a dizer pa acordarmos e etc. sem uma única explicação? – Sam olhando p’la sua janela, pelo vidro da frente e depois olhando para Dean.

– Mas ela disse ‘yá, vou-me despachar’? – Dean.

– Sim… contrariada mas disse. – Sam olhando p’la sua janela fitando o céu estrelado.

Alguns segundos de silêncio…

– ATÃO? * Dean dando um berro fazendo Sam saltar * Já não ‘tás a tremer de frio?

– Já ias gritar para o raio que te parta, não? Já me chegou os berros dela!

– Eheh… tem calma maninho… era só para… hm… me divertir um bocadinho… – Dean com g’anda smile Very Happy

– Piada doida… olha pa mim a rir. – Sam apontando para a cara e fazendo cara séria.

– Xééé… que sentido de humor dude!

– Dean! São 5:40 da manhã, tenho frio, sono, ainda tenho os berros da Joana a ecoar-me p’la cabeça… achas que dá p’ra eu me rir? Conduz mas é, digna-te a chegar depressa a casa dela e cala-te!

Alguns minutos depois, Sam e Dean tocam à campainha da casa da Joana. Nada… continuam a tocar e nada.
Sam treme de frio de uma ponta à outra. Dean começa a stressar.

– Não era suposto ela vir abrir a porta? Tipo… que é que lhe aconteceu? Será que teve uma dor de barriga? – Dean tenta olhar p’las janelas mas sem sucesso pois as cortinas estão todas fechadas.

– Eh… se calhar… ou então… – Sam pensando.

– Ou entãããão…??? Desembucha Sam!

– Adormeceu… – Sam dizendo muito baixinho.

– ‘Adorme’ quê? Ela que nem tenha ousado! Joana! Joanaaa!!! – Dean começando a chamar alto

– Dean! Olha a vizinhança pá! Que tal tocares mais à campainha, bateres à porta ou ligares p’ó telemóvel ou telefone?

– Hm… tens razão… tu pensas Sammy.

– Jura…? – Sam dizendo entre dentes para o irmão não ouvir.

Dean telefona para a Joana que acaba por atender um tempo depois.

– Xiiim…?

– PARABÉÉÉNS! Por ter atendido a chamada você ganhou uma viagem até ao Hawai! – Dean fazendo voz de mulher * Sam faz cara de ‘WTH?’ *.

– Hm…? – Murmura Joana sem compreender.

– Exacto! Uma magnífica viagem até ao Hawai para duas pessoas, estadia e pensão completa durante uma semana incluído! * Dean volta à sua voz * Mas para isso 1º tem de abrir a sua porta de casa e sair!!!

– Dean?! Fuck!!! – Joana desliga o tlf e corre para a porta abrindo-a.

– Finalmente! O Sam ‘tá quase a entrar em hipotermia… – Dean sarcasticamente.

– Descuuuulpem! A sério rapazes! Opá… a minha cama ‘táva TÃO quentinha e fofinha e e e… que voltei a adormecer… – Joana baixando os olhos e a cabeça de vergonha.

– Importas-te que entremos se fazes favor? É que devem ter aberto a porta do congelador ou assim… – Dean esfregando as mãos.

– Ah sim, eh… desculpem, entrem… vou-me vestir, sentem-se… querem um café? Ou o pequeno-almoço… pequeno-almoço às 6:00… que booooom… ai eu. – Joana andando de um lado p’ró outro pelas divisões de sua casa.

– Si… * Dean sendo interrompido *

– Não te incomodes, vai-te lá despachar, já que era isso que o Dean * Sam fazendo aqueles olhos para o irmão * queria.

– Ok! Mas… podem ir explicando, aliás… DEAN! Vai… dispara… explica porque raio me acordas-te! Sou toda ooooouvidoooos. – Joana afastando-se da sala e indo p’ó quarto.

Dean deixa passar uns segundos.

– DEAN?! ‘Tou à espera! – Grita Joana do seu quarto.

– Bem… acordei-te porque… temos trabalho.

Joana aparece à porta da sala, meio vestida meio de pijama.

– E acordaste-me p’ra dizeres isso? Não podias esperar por de dia? – Joana com olhos semicerrados.

– Não.

Joana volta para o quarto.

– Acho que devias ir assim! * Dean metendo-se com ela * De pijama e saia, ficas… hm… original.

– Shut up! – Joana lá do quarto.

– E que tal se dissesses logo as cenas Dean? – Sam.

– Ok, ok… * Dean ficando aborrecido * Joana, temos de partir assim que estiveres pronta, por isso se tiveres coisas p’a levar, enfia tudo numa mala e ‘bora.

– E porquê ter de ser já? E não amanhã pá?!

– Porque a viagem é longa. Mexe-te!

– Expliiiiica-teeee… se não, não vou a lado nenhum!

– Pfff.. chata… * Dean falando baixo * A missão fica no norte, numa terriola de nome… hm… Sam… qual é o nome?

– Alcova da Machadinha.

– Isso… a missão é lá, pelos vistos anda um corvo a ressuscitar as pessoas erradas!

Joana aparece a correr à porta da sala já pronta.

– O quê? Um… um corvo? Atão… sempre é real que o corvo ressuscita alguém que foi levado daqui e mais um ente querido, injustamente? Ressuscita-o para fazer justiça com as própria mãos, obter respostas e acabar com a vida dos responsáveis que o mataram, a si e à outra pessoa?! – Joana admirada.

– Sim… isso mesmo, o mito é real. – Sam falando calmamente.

– Pois, mas este anda a fazer asneira! Deve ter andado a fumar umas cenas maradas que só anda a fazer porcaria! – Dean trincando um chocolate que tirou de um frasquinho que ‘tava em cima da mesinha à sua frente.

– Como assim?! Epá, já te deixavas de falar por meias palavras não? – Joana cruzando os braços e encostando-se à ombreira da porta.

– Resumindo, esta bola de penas anda a ressuscitar não sei quantos gajos que foram mortos porque deviam ser! Ao que parece, todos os que ressuscitaram foram assassinos enquanto vivos, e mataram muita gente inocente, em assaltos, em violações, porrada ou porque sim, lhes apeteceu. E os gajos agora estão a vingar as suas mortes matando toda a gente que lhes apareça à frente.

– A população de Alcova da Machadinha já não sai à rua. As pessoas trancaram-se em casa e taparam janelas com tábuas e pregos. – Sam com voz de indignação.

– Bem… então vamos lá… – Joana

– Hm… já ‘tás pronta? – Sam.

– Yap! A mala ‘tá no meu quarto, vou buscá-la!

– Olha, aproveita e vê se trocas os chinelos por uns sapatos… – Dean sorrindo Very Happy

Joana morrendo de vergonha:

– Fuck you…

Saem de casa e entram no belo Impala. Dean arranca e lá vão eles.

– Porra… que briol! Quando é que resolves modernizar o carro Dean? Tipo… ar-condicionado, leitor de CD’s? – Joana.

Dean olha com olhos semicerrados para Sam que tinha começado a rir baixinho.

– Que foi? – Joana.

– Nada… ahah… eu já tinha dito isso a ele a caminho de cá.

– O meu carro não vai ter alteração nenhuma! Quem gosta, gosta… quem não gosta vá a pé!!! – Dean acelerando.

Com a mesma deixa, Sam e Joana cala-se. Ir a pé com aquele frio era morte na certa.
Alguns minutos depois…

– Hm… Dean…? – Joana

– Que é? Que foi agora? – Dean revirando os olhos.

– Ehhhh… não te ‘tás a esquecer de nada? – Joana.

– Que eu saiba temos tudo.

– Não é suposto haver mais uma pessoa connosco? – Joana

– Ai sim? E quem? – Dean com cara de interrogativa.

– A VANESSA!!! – Sam lembra-se de quem faltava.

– Fuck!!! * Dean faz um pião com o carro, os guinchos dos pneus a derrapar ecoam, e segue em sentido contrário * Sammy, pega no tlm e telefona-lhe!

– Aiai… vai começar tudo de novo…
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qua Jan 16, 2008 2:19 pm

Citação :
– Hm… tens razão… tu pensas Sammy.

Sim Dean o Sammy pensa...ao contrario de ti!xD

Citação :
Alcova da Machadinha.

adorei o nome da terra!

Esse gajo que modernize o carro senão morrem congelados que nem postas de bacalhau!xD

quero mais! Very Happy ta linda!

_________________


My baby..............

A minha fic...

http://jensen.livreforum.com/fan-fics-f11/ja-me-estou-a-passar-t7.htm
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qua Jan 16, 2008 6:19 pm

LOOOOOOOOOOL!

Que nem postas de bacalhau! Oh gosh... ai rapariga...estou a ver que és um belo brilharete... e que muito me vou rir à tua pala! Razz



Eu vou postando a Fic aos pouquitos...hehe... não deseperes Wink
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Jan 17, 2008 3:05 pm

Ta linda!!!! Adorei!!!!
Kero mais!!!!
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Jan 17, 2008 7:57 pm

2º CAPÍTULO


Chegam a casa da Vanessa. Ela, pronta… sai e entra no carro. Dean arranca a todo o gás.

– Bons dias!

– Só se for para ti! Acordam-te assim do nada a estas horas e ainda consegues dizer ‘Bom Dia’ assim na boa? Tu interna-te! – Joana enroscando-se na manta que tinha roubado a Sam.

– Ao menos ela não adormeceu como certas pessoas chamadas Joana. – Sam meio irritado por ter ficado sem a manta.

– Então? O que aconteceu? P’a onde vamos desta vez? – Vanessa sorrindo ainda com o que Sam tinha dito.

– Falas bem… ‘vamos’… incluindo-te… porque ALGUÉM se ia esquecendo de ti e te deixando p’a trás, e eu não os acuso, principalmente a um certo tipo que está a conduzir e que dá p’lo nome de Dean Winchester! – Joana sendo mazinha.

Dean assobia, Sam revolta os olhos e põe-se a mexer nas cassetes que Dean tinha no ‘porta-luvas’.

– Se não fosse aqui a ‘je’ começar a falar… e lá o Sam se lembrar, a estas horas ainda estavas no vale dos lençóis… como eu gostava que isso tivesse acontecido comigo… aiai… – Joana enroscando-se ainda mais na manta.

– És uma fofa… eheh… bem, mas o que é a caça de hoje mesmo?

Lá o Sam, Dean e Joana começam a explicar. Às tantas, com o findar da explicação, instala-se um silêncio acolhedor. Joana partilha a manta com a amiga e acabam por adormecer as duas encostadas uma à outra.
Dean põe uma musiquinha a tocar, mas com o volume baixo, em respeito das meninas.
Sam vai olhando para o céu.

– Que foi Sam? – Dean desviando, por segundos, o olhar para o irmão.

– Hm… n-nada… – Sam ‘acordando’, olhando p’ra Dean e voltando para o céu.

– Estavas a pensar na Jesse?

– N-não… não Dean.

– Yá… e eu sou o Pai Natal… vá lá Sam, podes falar comigo.

– Ok… sim, estava a pensar nela. – Sam olhando para o irmão e p’rá estrada.

– Sammy, já passaram 3 anos… já te envolves-te com outras raparigas… vá, coisas mínimas, mas envolveste-te… e ainda pensas na Jesse?

– Dean! A Jesse está e estará para sempre comigo! – Sam falando um pouco alto.

– Pshiu! Elas ‘tão a dormir pá! * Dean olhando em segundos p’a trás e vendo-as mexer-se ligeiramente * Eu sei dude… ela era o teu amor! Eu não disse para a esqueceres! Porque ela foi especial para ti, mas Sam… não achas que já chega de te fechares sentimentalmente? Não podes ficar eternamente a amar alguém que já morreu! (Ai que bom… toda esta fala e a anterior foi escrita ao som de ‘My heart will go on’ da Celine Dion… boniiiiiiiito… *I’m the king of the woooooorld! * Cala-te Sam! Aqui não és rei de nada… pshiu! * Dean abre a boca pa falar mas é interrompido * E tu Dean… caluda!)

Sam deixa cair uma lágrima. Dean nota e pede desculpa. Sam com algum custo fala com o irmão.

– Na boa Dean… só que… eu estava a pensar… se o mito do corvo é real… porque é que ele não ressuscitou a Jesse? Ela morreu inocentemente e sem saber porquê… nem eu sei porquê… aliás, sei… para me atingir a mim… mas… porquê? Porque é que não a ressuscitou? Ela não merecia morrer! Ela devia ter a oportunidade de voltar à vida para vingar a sua morte… ela merecia… – Sam chorando olhando o céu p’la sua janela.

Dean não encontra palavras para consolar o irmão.
Quilómetros, horas, minutos vão passando. A noite torna-se dia, raios de sol atravessam, ainda fraquinhos, os vidros do carro, projectando aquele brilho e luz matinal na cara de cada um.
Tudo fossem imagens assim. Tínhamos uma vida bonita e perfeita.

Dean resolve parar numa bomba de gasolina. Sam acorda docemente as meninas. Com ar ensonado, apercebem-se que pararam.

– Querem tomar o pequeno-almoço? – Sam sorrindo docemente.
– Hm… xim… – Vanessa esfregando os olhos.
– Estou esfomeada… – Joana bocejando.

Saem os três do carro. Dean que já tinhas abastecido e pago a gasolina, vai estacionar o carro no parque e vai ter com o resto ao café das bombas.

– Xiii, não quero saber, mas vais-nos pagar o pequeno-almoço às duas! Em recompensa de nos teres arrancado da cama àquelas horas. – Joana

– Ai… mas eu sou vossa mãe? – Dean com cara de ‘WTF?’.

– Mãe não… mas pai… yá! – Joana com alta smile e piscando os olhos.

– Ooook… mulheres… tsss. – Dean

– Sim… mas tu adora-as! – Sam falando baixo.

– E por falar em mulheres… eh lá, olha-me só a rapariga da caixa! Estou a ver que as portuguesas são mesmo bonitas! – Dean

– As portuguesas são bonitas!!! As mulheres mais bonitas do mundo! – Joana meio irritada.

– Epá… somos? Olha, então eu não devo ser portuguesa… – Vanessa

– Porquê? – Sam

– Pshhht cala-te pááá! Não digas asneiras! Se tu és feia atão eu sou o quê? O monstro mais horrível do mundo! – Joana

– Parva… eheh. – Vanessa

– Vocês estão a insinuar que são feias? – Sam?

– Hm… ya! Dah! – Joana

– Não sejam parvas! Vocês são bonitas. Claro que não são aquelas beldades que aqui o Dean adora, gajas todas boas… com silicone e blábláblá… vocês são raparigas normais e bonitas! – Sam

Joana e Vanessa coram. * Sammy girls dão caxaxo na Joana porque também querem elogios! * (calma meninas… talvez noutra história.)

– O-obrigado Sam… – Joana meio envergonhada.

– Não precisam agradecer… é a verdade. – Sam com um ar muito natural.

– Quem é que aqui falou em galas boas? – Dean virando a cara para eles, pois tinha ‘tado vidrado na moça da caixa.

– Aiai… não tens emenda… * Joana abanando a cabeça * esquece.

– Estava-lhes a dizer que elas são bonitas… pois acham-se horríveis… eu disse que não era verdade, é claro que não são as gajas boas que tu costumas adorar, mas são simples e bonitas. – Sam

– Hm… yá, o Sammy tem razão girls, vocês são simples e bonitas. – Dean dando sorriso fofo. * Dean girls dão caxaxo em mim… autch… * (vá, tal como as Sammy girls, meninas… vocês ficam pa outra história Very Happy )

– Pronto… ok… agora foi de vez… moooorri! – Vanessa bué vermelha.

– Ok… pronto, não se pode fazer elogios a estas duas… passando à frente… hm… atão e se alguém nos viesse atender? – Dean olhando para as moças atrás do ‘balcão’.

– Deeean… amori… aqui é ‘self-service’, estamos numa bomba de gasolina. Por isso levantas o rabo, vais ali, pegas num tabuleiro e escolhes o que queres comer, vais à caixa e pagas. FIM! – Joana dando um smile.

– Ui… que… fofo… – Dean semicerrando os olhos.

– Ah… olha… pa mim traz-me um café, hm… e … hm… uma sandes qualquer, (um café? Mas eu não bebo café! Ai… apaga…quer dizer…não apagues nada…escreve outra coisa!) não… um pão com manteiga e um pacote de leite com chocolate! – Joana dando big smile.

– Atão? Queres o quê afinal? – Dean franzindo o sobrolho.

– Pão com manteiga e leite com chocolate.

– Eu quero uma torrada com manteiga e também leite com chocolate.

Dean levanta-se e vai indo.

– Hey! Dean?! Um café e uma sandes de queijo e fiambre p’a mim. – Sam.

Dean vira-se p’a trás…

– Deves… e é porque tu queres… levantas-te e vens buscar o que queres. – Dean

– Que simpático… – Sam ficando aborrecido e levantando-se.

– Ah! Dean?! E deixa lá a moça da caixa se fazes favor, porque ela tem aliança de namoro! – Joana sorrindo sarcasticamente e Sam ri.

Sam e Dean vão buscar a comida. Já na caixa, Dean ainda começa com as suas cenas mas Sam faz com que ele pare.

– Hm… e quanto é doçura? – Dean com ar engatatão.

– Hihi, são… 10 euros ao todo se faz favor. – Rapariga sorrindo.

– Eheh, aqui está… hm… não sei se estou a ser metido, mas… posso saber o teu nome? – Dean com o mesmo ar.

– Claro que sim, chamo-me Sónia * Apontando para a plaquinha presa à camisa no peito * , eheheh!

Dean fica envergonhado, dá risadinha para disfarçar, passa o dedo na sobrancelha (aquele tique fofo que ele tem :-p ) e continua a conversa.

– Hm eh… pois, não vi… sofro um bocado de miopia ‘tás a ver… eheh

– Hihi, ‘tou ‘tou… a nota que tens na mão é de 5 euros! – Rapariga controlando-se para não se desmanchar a rir.

Dean fica pior ainda, Sam entra em acção.

– Tome, aqui estão os 10 euros * Sam tirando 10euros da sua carteira * , não ligue, o meu irmão tem dioptria 2… esqueceu-se dos óculos no carro… com licença… Dean, agarra o meu braço e vamos antes que faças estragos. * Pegando no braço de Dean, no tabuleiro e bazando * Dude, a Joana não te disse que ela tinha aliança de namoro?

– E então? Eu não tenho dioptria 2? Que nem uma nota de 5 euros distingo?

Sam não consegue contra argumentar acabando por dar risinho de ‘Aiai…’. Chegam à mesa, põe-se a comer e a falar da caça que aí vem pela frente.

– Mas tipo… é só um corvo que anda a fazer isso? – Vanessa

– Yá… – Dean

– Mas um corvo ressuscita apenas uma pessoa! Cada corvo cabe a cada pessoa!!! – Joana

– Pois Jô… hm… perdão, Joana… mas é apenas um a ressuscitar uns quantos homens. – Sam

– E como vamos resolver isto? – Vanessa bebendo leite.

– Hm… o pai acho que tem isso p’aí no diário * Dean mastigando a sus big sandes * certo Sam?

Todos olham pa Dean.

– Que foi? – Dean continuando a mastigar.

– Será que dá p’a não falares enquanto comes? * Sam repreende o irmão * Sim tem tudo no diário. – Sam sacando-o de dentro da mala.

– Saaam… vocês conhecem o mito e não conhecem a forma de matar o corvo? Em que mundo andam vocês páááá?! – Joana

– Hm… tens alguma ideia? – Dean (já sem mastigar XD )

– Tipooo… que eu saiba… só se pode ‘acabar’ com a pessoa ressuscitada, matando o corvo! – Joana.

– Hm… * Sam lê a página sobre o tema em questão * ela tem razão… * sendo interrompido *

– Fácil demais, não Sam? – Dean olhando seriamente p’a ele.

– Yá, mas ela tem razão, só acabando com o corvo é que se acaba os ‘ressuscitados’! O pai tem isso aqui no diário. – Sam passando o diário a Dean.

Dean dá uma vista de olhos, levanta o olhar e olha para Joana, Vanessa, Sam… desolha, afasta o diário e olha para o chão.

– Isso é fácil, fácil até demais Sammy… – Franzindo o sobrolho.

– Bem, sendo fácil ou não, acho melhor nos pôr-mos na alheta, porque apesar de não fazer a mínima ideia onde estamos, cheira-me que ainda falta muitos quilómetros lá pá santa terrinha… Alcova da Machadinha… loooool… que raio de nome! – Vanessa rindo-se.

Todos dentro do carro. Dean liga o rádio, o som está baixo… arranca, alguns segundos depois, Sam fala com o irmão.

– Ah… ‘tás-me a dever 10 euros do pequeno-almoço Sr. dioptria 2!

– Faz favor… ‘tou a dever 8 euros! Eu não te paguei o pequeno-almoço a ti!

– Desculpa? – Sam com cara de ‘WTF?’.

– Yá! Eu só ia pagar o delas e o meu! Tu ficas por tua conta! * Sam fica -___- *

Desata-se tudo a rir, Dean aumenta o volume e lá vão eles pela estrada fora ao som de ‘Highway the Hell’.
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sex Jan 18, 2008 6:34 am

esta e das coisas mais engracadas que já li xD , OMG tá lindo Very Happy TU TENS que continuar a escrever *-* xD

Beijinho Razz

P.S : Queremos elogios do Dean a nos *-*
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sex Jan 18, 2008 7:08 am

Ta lindo!!!! Amei!!!!
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Ter Jan 22, 2008 6:40 pm

3º CAPÍTULO


Muitos quilómetros, algumas paragens p’lo caminho e eis que chegam a uma terra antes de Alcova da Machadinha, de nome ‘Espinhos Raros’. ( Cada nome melhor que o outro XD ).
Decidem alojar-se numa pequena pensão, pois para a noite faltavam umas 4 horas e eles ainda queriam investigar umas coisinhas.

– Boa tarde. Queríamos dois quartos com duas camas cada um… tem? – Joana

– Boa tarde… hm, espere txó um momentinho que eu bou ber… * A senhora idosa pega num livro, começa a procurar algo na bancada e pára um segundo * OH JÉÉÉÉÉÉÉ!!! * Dão todos um pulo o.O * Txega-te aqui!

– Qui ei Txica? – Um senhor de idade aparece duma porta ao lado do balcão.

– Os meus óquilos Jé? Estabam aqui em txima à pouuuco! – Senhora.

– Ai. Majeu agoura é que txei dos teus óquilos Txica? Não txei, num bi! – Homem com ar rezingão.

– Ataum bai lá dentro e bê txe os bês! Bai! * Senhora enxotando o marido e virando-se para os ‘clientes’ * É txó mais um momento minha filha, txó um bocadinho… JÉÉÉÉ!!! * Dão todos de novo um pulo * Ataum?

– Qui ei qui queres Txica? – Homem de lá de dentro.

– Oh home dum cabrão, os óquilos merda! Tenho eu que ir aí? – Velha.

Dean assobia, Sam tenta não rir e Vanessa idem aspas, Joana olha p’a todo o lado e tenta também não morrer de riso.

– Txá encontrei, estão em txima da mejinha ao lado do teu cadeirão…

– ATÃO TRÁZIOS CÁ PUORRA!!! * Mulher berrando e esbracejando, depois vira-se para eles * Perdoem-me mas o meu home está a ficar txétxé então esquetxe-xe das coijas fátxilmente.

– N-não tem problema, não temos… pressa! – Joana dando risinho.

– Oura cá estão eles, bai, bai lá p’a dentro… bai ber a telebijão e não me empates. * Velha enxotando o marido * Hm, dixe 2 quartos com duas camas indibiduais cada um txerto?

– Sim, sim… exacto. – Joana.

– Pois, minha filha… txó com cama de cajal.

– Hm, 2? Com cama de casal? Não há problema! Ficamos com eles! – Joana dando big smile.

Dean e Sam olham um p’ó outro…

– Hm? De certeza que não tem nenhum quartinho com camas individuais? Nem que sejam 2 quartos… quero dizer… ao todo são 3 quartos, o da cama de casal e dois com uma cama individual cada um…? – Dean tentando se explicar.

– Eeeeh… n-não… não temos meu txenhor, pexo perdão, de momento txó temos quartos com cama de cajal libres. Mas… qual ei o problema? Algum dos parjinhos xe txateou? – Velha olhando para os 4, pois pensava que formavam casais.

A Joana apressa-se a agarrar na mão de Sam (tenham calma Sammy girls, eu gosto dos 2 manos, é só pá velha não pensar coisas estranhas!) que fica o.O mas sorri e Dean agarra a Vanessa p’la cintura que fica também o.O e vermelha, e sorri.

– Não, estamos todos bem! – Dean dando sorriso de orelha a orelha.

– Ah! Atxim ei qui ei… formam bonitos cajais txim txenhora, tome, tem aqui as txabes dos quartos. O pequeno-almotxo ei às 8:00, o almotxo ao 12 e o jantar às 20:00… a conta pagam quando abalarem! Espero que xe txintam beim, xe pretxijarem d’alguma coija a extentxão de telefone para aqui ei 100… – Senhora.

– Muito obrigada! – Joana sorrindo.

– Txobem as escadas, os botxos quartos txão no corredor p’á direita, lá p’ó fundo. – Senhora

– Ok, obrigada. – Sam

Já no corredor.

– Hey Dean… não queres ficar a sós com a Vanessa? – Joana

– Desculpa?!!! – Vanessa e Dean.

– Hm… não sei, depois daquele agarranço, pensei que quisessem pôr os assentos nos ‘is’! – Joana com smile.

– ‘Tás a falar do quê? Eu agarrei-a p’lo mesmo motivo que deste a mão ao Sam! – Dean franzindo o sobrolho.

– Sim sim… ‘táááá bem… * Dean e Vanessa olham com cara de ‘O que ‘tás p’aí a insinuar?’ * ok, ok… eheh… eu só queria que se declarassem se uma vez por todas. * Vanessa abre a boca indignada, Dean fica encavacado * Lálálá… bem, Sam, ‘tá aqui a chave do vosso quarto… ‘bora Vanessa, vamos lá ver o nosso ninho. – Vanessa segue-a.

No quarto deles.

– Aquela Joana… tem com cada ideia!

– Que foi? Acho que ela está certa Dean! – Sam sentado na cama.

– Desculpa? – Dean olhando para o irmão.

– Yá… acho que, apesar de flirtares com todas as gajas, principalmente as boazonas, que te aparecem à frente… tu sentes algo p’la Vanessa (Dean girls olham com ar de quem me vai atacar)… e essa maneira como a agarras-te agora… denunciou-te!

– Não… é que não mesmo… Sam, eu agarrei-a assim porque sabes o meu jeito de ser… e agarrei-a porque a Joana te deu a mão para a mulher não pensar cenas, nada mais! – Dean

– Sim… ok… – Sam dá riso ‘ai ai’ e deixa-se cair na cama.

No quarto delas.

– Que foi aquilo à bocado gaja?

– O quê? A cena no corredor? Atão… é verdade, vocês já se declaravam! – Joana desfazendo a mala em cima da cama.

– Tipooo… ‘tás-te a passar ou quê? Que é que andas-te a fumar ‘piminha’? – Vanessa de braços cruzados.

– Nããããoooo… gaja… o Dean até pode disfarçar ou enganar-me, mas tu… népia, conheço-te como a palma da minha mão, tu gostas do Dean e não é pouco! – Joana sentando-se na cama e olhando p’á Vanessa.

– Ok, ok… claro que me conheces… mal fora… aos anos que nos conhecemos! Lol! – Vanessa sentando-se na cama.

– Pronto! Então estás-me a dar razão! – Joana

– Hm… só da minha parte, sabes lá o que o Dean sente… mas tu achas mesmo que ele algum dia ia olhar p’a mim sem ser como amiga? O gajo só gosta de gajas boas… e eu sou horrível. – Vanessa

– Ai! Tenho que chamar o Sam p’a ele repetir o que disse lá no café das bombas? Bem, vamos lá a ver! Tu és bonita gaja! Deixa-te disso! E sim, acho que o Dean podia muito bem olhar para ti sem ser como amiga! * Vanessa ia opinar * E pshiu! Eu é que sou a bruxa! Por tanto caluda! Eheheh. – Joana levantando-se e voltando a por a roupa na mala.

Não valia a pena guardar as coisas em armários, existe coisa mais prática do que tirar e pôr na mala?

Sam e Dean batem à porta do quarto delas. Saem todos da pensão e decidem ir dar uma volta por Espinhos Raros.

– Quando é que vamos a Alcova da Machadinha? – Vanessa esfregando as mãos e ajeitando o cachecol.

– De noite. Segundo o mito… o corvo… neste caso… ‘os corvos’… aquele bando de ‘zombies’ só se vingam de noite, só actuam de noite. – Dean fechando o blusão, enfiando as mãos nos bolsos e dando um pontapé numa pedra.

– Mas não era bom que apanhássemos alguém da vila, p’a trocar umas palavrinhas, antes de anoitecer? – Joana andando com o seu passo elegante de mãos nos bolsos do seu casaco preto comprido.

– Não sei se apanharíamos alma que fosse, mesmo de dia, ninguém sai à rua, ninguém nos vai abrir a porta!!! – Sam ajeitando o gorro e as luvas.

– Epá… assim não sei… atacar uma coisa sem conhecer-mos a 100% a história… não dá! Como vamos nós saber a história desses ‘zombies-corvos’? – Joana

– Ou tentamos falar com alguém, ou então ficas a anhar e pronto, ficamos por nossa conta! – Vanessa enfiando umas luvas nas mãos e batendo palmas a ver se as mãos aquecem.

– Ah… acho que sim… ‘tou a ver que vão ser alguns 2 ou 3 dias BEM LOOOONGOS… – Joana sendo expressiva e depois revirando os olhos.

Chega a hora de jantar, Sam, Dean, Vanessa e Joana recolhem à pensão e dirigem-se à sala de jantar. A comida é bastante e muito boa. Todos ficam satisfeitos e mal acabam retiram-se para seus quartos, onde vão buscar algumas coisas.
Quando vão a sair da pensão a senhora idosa aparece ao balcão.

– Esperem esquetxi-me de bos dijer que a hoira do recolher ei entre as 22:00 e as 23:30. Não xe atrajem por favor, txe naum ficam a dormir na rua… * Senhora baixa o tom de voz * e hoje em dia não ei txeguro andar por aí, p’ra mais com o que xe patxa em Alcoba…

Dean, que já estava à porta, franze o sobrolho, pois repara que a porta para além da fechadura normal, tinha um trinco de alavanca de madeira pesada a fechá-la.
Dirige-se ao balcão onde a senhora estava e encosta-se sobre um braço.

– Diga-me… porque é que tem aquela trave na porta? De dia não estava fechada com aquilo…

– Hm… para txeguranxa, quando cometxa a anoitexer pomos a tranca… – Senhora

– Porquê? Porque o perigo de Alcova chegou aqui não foi? – Dean muito sério.

– Não txenhor! * Idosa mentindo nervosamente * Não diga disparates jobem! Hoje em dia, nenhuma terra é txegura, pode bir de lá uns bandalos e querer atxaltar tudo o que tenha portas abertas… ainda no outro dia, foram uns estrangeiros, que todos julgábamos pexoas tximpáticas… antes de partirem, entraram p’la mertxearia da Jaquina adentro e fanaram-lhe muita coija, eram p’aí umas 20:30… ela num meteu as trancas na porta, prontos… entraram-lhe por ali adentro e em 5 minutos tinham-txe posto na alheta no próprio beículo. – Velha evitando o olhar de cada um, principalmente de Dean.

– Hm, é uma tragédia… de facto… mas não se preocupe… sabemos cuidar de nós… já agora… * Joana fazendo pausa e aproximando-se do balcão * não nos pode emprestar uma chave da pensão para poder-mos entrar mais tarde? – Dando big smile, Dean olha para ela de esguelha.

– Minha menina, as ordens desta pentxão txão para txer cumpridas, txe o recolher ei às 22/23:30… não bou abrir nenhuma exetxão para botxês! – Senhora meio irritada.

– Mas… * Vanessa tenta salvar a situação * sabe, é que nós somos jovens… e o que gostam os jovens de fazer? Sair à noite, ir para bares, discotecas e tal… ‘tá a ver… eu sei que é chato, num hotel poderíamos entrar às horas que quiséssemos sem dar conta da nossa vida a ninguém… mas aqui na terra só há pensões… e como não há discotecas, temos de nos deslocar à cidade mais próxima… e por isso vamos chegar tarde… será que… * Vanessa faz um olhar de ‘gato das botas’ * não pode mesmo abrir uma excepção p’ra nós? Vá lá… nós prometemos que é só hoje, já que é o 1º dias em que chegámos aqui…

A senhora alguns segundos depois de reflectir cede ao pedido deles.

– Pronto, está bem eu empresto-vos uma txabe… MAS… quero-a amanhã txem falta!!!

Todos sorriem… mas Sam tem a sua inteligência sempre em 1º lugar…

– Hm… pessoal… é tudo muito bonito… mas… a porta tem uma tranca do lado de dentro, ou seja, até podemos abrir a fechadura… mas não abrimos a porta.

– Meu filho, não te preocupes com itxo, botxês não bão entrar por aí… bão entrar por aqui… txigam-me... – Velha desaparecendo pela porta ao lado do balcão.

Eles seguem a senhora. Passam por uma sala de estar pequena, onde um gato cinzento e gordo dorme num dos cadeirões, no outro, um idoso ressona com o comando na mão, a televisão acesa parece ser a única coisa acordada ali. A sala tinha outra portas (para além da pela qual entraram)… uma ao fundo onde se podia ver que dava a um corredor escuro e outra dava a uma pequena marquise. Foi para onde se dirigiram. A marquise tinha como decoração, algumas plantas, um pequeno armário de onde se via, na suposta escrivaninha, * Espero que estejam a ver que tipo de armário é… lol * alguns papéis com algumas escrituras; uma cadeira de baloiço e um cestinho de verga ao lado com alguns novelos de lã e umas agulhas de tricô com algo começado.
Dean ficou curioso com aqueles papéis, pois notara que num deles, por baixo de alguns escritos, estava uma espécie de esboço de qualquer coisa, mas tomou sentido no que a idosa dissera.

– Atão ei o txeguinte meus meninos… benham à hoira que bierem, botxês entram por esta porta em txilênxio abxoluto, pois ao mínimo barulho eu acordo… tenho o txono muito lebe… quer dijer, ei natural que a porta fatxa barulho ao abrir, mas refiro-me a barulhos maiores e desnetxexários, compreendem? O meu quarto fica p’ó outro lado da txala e por itxo eu outxo tudo perfeitamente. Não quero barulho, metxeduras em txeja o que for, nem que estejam a morrer de txede… E… o mais importante, tranquem a porta depois de entrarem e deitxem a txabe ao lado do telefone lá no balcão, está bem? Confio em botxês meus jobens, bejam lá o que fajem! Txe alguém descobre que fiz uma exetxão fico txem clientes!

Todos concordam com os pedidos da senhora e saem pela porta da marquise ao qual seguido de um “Ide com Deus!” dito pela idosa, trancam a porta.
Dean chega-se ao pé da Vanessa, agarra-lhe a cara e dá-lhe um beijo na bochecha… ainda bem que estava escuro senão, umas certas bochechas vermelhas iam ser vistas.

– Muito obrigado rapariga! Se não fosses tu… mais tarde andaríamos a trepar paredes e entrar p’la janela… não é que fosse mau, eheh…

– Sim Dean, mas se não fosse a Joana a lembrar-se de pedir a chave… * Sam sendo interrompido *

– Oh! Sam, quem conseguiu a chave foi ela… deixa lá, não te preocupes comigo. Se não fosse a Vanessa com a sua simpatia e o seu sorriso metálico * Vanessa dá tapa no braço da Joana * …eheh, ‘tava na brinca… se não fosse ela chuchávamos no dedo…

– Podia-mos sempre ficar a dormir no carro! – Dean com grande sorriso.

– Ou não! Dormir no carro ou ao relento ia dar o mesmo resultado… hipotermia colectiva! * Joana levando todos ao riso * Mas oh Sam… tu… a santa inteligência aqui dos 4… e vens-me com aquela da porta? Até a senhora foi mais inteligente que tu!

– Eeeeeh… não, não foi… eu não sabia que existia outra porta! Se não, não tinha dito aquilo! A pensão é dela, por isso é óbvio que ela… a teu ver… tenha sido mais inteligente que eu… sabia da porta… * Sam sendo interrompido *

– Siiiiiim… blábláblá… já chega… ‘tou farta de te ouvir! * Joana rindo-se. Sam fica furibundo * Hey… eu só estava a brincar contigo Sam! Escusas de fazer trombinha de elefante! Ahahah, vá lá pá… eu estava-te só a picar rapaz, claro que és mais inteligente que a senhora… eu só te queria ver respingar e ficar chateadinho! – Joana brinca com o braço do Sam (dá pancadinhas, espeta-lhe o dedo, faz festas) e depois agarra-o (tenham calma Sammy girls! Não soltem os cachorros! Eu não quero nada com o Sam (são ‘BONS’ demais p’a mim )).

Joana e Sam ficam de braço dado (só como amigos pá! Ai esta gente! Mentes perversas! Já disse que não quero nada com ela!), o calor sabia bem. Vanessa tremelica por todo o lado, mesmo com luvas, cachecol e camisola de lã de gola alta.

– Queres o meu blusão? – Dean

– Eeeh… brrr… ‘tás doido? Eu fico com o teu blusão e tu viras cubo de gelo! Que fofo… – Vanessa.

– ‘Tamos quase a chegar ao carro, lá ‘tá mais quente…

– Por isso mesmo, fica mas é com o casaco que eu no carro aqueço e há lá uma manta. – Vanessa.

– Ok… tu é que sabes… – Dean com ar indiferente.

– E depois ficas doente e com’é? Não pode ser! Por isso ‘tá lá sossegadito, eheh… – Vanessa sorrindo e aproximando-se de Dean.

Dean instintivamente, passa, devagar, o braço por cima dos ombros dela e chega-a mais ainda para perto dele, de seguida desce o braço e agarra-a pela zona da cintura. A Vanessa cora mais uma vez… mas a sua reacção facial não a denuncia de nada, pois apesar do embaraço ela esta expressivamente normal… se calhar, devido ao facto do calor estar a saber bem ao mesmo tempo que sentia o gelo da noite pegar-se-lhe à cara.
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Jennifer Taylor
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qua Jan 23, 2008 9:22 am

Adorei!!!! Tava bue fixe!!!!
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crazy_angel17
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Jan 24, 2008 4:16 am

Mas eu já tinha deixado aqui os meus comentários...snif! Sad Vou tentar outra vez!


Ao 1º capítulo:
A modos que ela quando se passa é mesmo assim aos "berros" com o pessoal! Mas depois também consegue ser muito fofa...

E o Dean...pronto, coitado...é o bobo da fic! Ah ah ah!

Dean e Joana, se vai dar coisa ou não, não sei...mas mesmo em histórias assim tem que haver um cadito de romance (gaja, já sabes que eu sou assim...pa mim tem mesmo que haver romance se não...lol).

Também acho muita piada ao nome das santas terreolas... Alcova da Machadinha...só tu! Lol!

Agr o que não tem piadola nenhuma (não tem mas tem! Lol! ) é aquelas santas almas esquecerem-se de mim...se não fosse a Joana...pá, não sou assim tão canina e tal ao ponto de se esquecerem de mim, ya? Ai eu...



Ao 2º capítulo:
em 1º lugar, finalmente dou sinal de vida!

E quanto ao que diz o Sam...é verdade...eu não devo ser portuguesa porque não faço juz a isso...

Adoro a cena da dioptria 2 e afins...o man é memo tapadinho qué que se há-de fazer...

E lá começo eu a corar...isso não se faz gaja! Daqui pá frente então...jasush!




Ao 3º capítulo:
Muitos quilómetros, algumas paragens p’lo caminho e eis que chegam a uma terra antes de Alcova da Machadinha, de nome ‘Espinhos Raros’. ( Cada nome melhor que o outro XD ).

E eu 1º qu os decorasse...jasush!


Dean assobia, Sam tenta não rir e Vanessa idem aspas, Joana olha p’a todo o lado e tenta também não morrer de riso

Como é qur não nos desmanxámos mesmo todos a rir? Para além de ficar Shocked com a situação, não aguentava...e tu também não!


- Hm, 2? Com cama de casal? Não há problema! Ficamos com eles! – Joana dando big smile.
Dean e Sam olham um p’ó outro…
– Hm? De certeza que não tem nenhum quartinho com camas individuais? Nem que sejam 2 quartos… quero dizer… ao todo são 3 quartos, o da cama de casal e dois com uma cama individual cada um…? – Dean tentando se explicar.

Ah ah ah! Vão ter que dormir juntos... Very Happy Mas também...qual é o pro? São irmãos pá!


A Joana apressa-se a agarrar na mão de Sam (tenham calma Sammy girls, eu gosto dos 2 manos, é só pá velha não pensar coisas estranhas!) que fica o.O mas sorri

Pois, pois, minha pooorca! Razz O qur tu queres sei eu!


e Dean agarra a Vanessa p’la cintura que fica também o.O e vermelha, e sorri.
Embarassed


– Mas… * Vanessa tenta salvar a situação * sabe, é que nós somos jovens… e o que gostam os jovens de fazer? Sair à noite, ir para bares, discotecas e tal… ‘tá a ver… eu sei que é chato, num hotel poderíamos entrar às horas que quiséssemos sem dar conta da nossa vida a ninguém… mas aqui na terra só há pensões… e como não há discotecas, temos de nos deslocar à cidade mais próxima… e por isso vamos chegar tarde… será que… * Vanessa faz um olhar de ‘gato das botas’ * não pode mesmo abrir uma excepção p’ra nós? Vá lá… nós prometemos que é só hoje, já que é o 1º dias em que chegámos aqui…
A senhora alguns segundos depois de reflectir cede ao pedido deles.
– Pronto, está bem eu empresto-vos uma txabe… MAS… quero-a amanhã txem falta!!!

Epá eu e a minha carinha de gato das botas...he he! tenho que começar a fazer mesmo isso pa ver se resulta!


– Hm… pessoal… é tudo muito bonito… mas… a porta tem uma tranca do lado de dentro, ou seja, até podemos abrir a fechadura… mas não abrimos a porta

Tão pá?! Qué feito da tua inteligência? Ai o munino...anda um bocado a leste!


Dean chega-se ao pé da Vanessa, agarra-lhe a cara e dá-lhe um beijo na bochecha… ainda bem que estava escuro senão, umas certas bochechas vermelhas iam ser vistas.
– Muito obrigado rapariga! Se não fosses tu… mais tarde andaríamos a trepar paredes e entrar p’la janela… não é que fosse mau, eheh…

Ai que calores... Rolling Eyes lolada!


Se não fosse a Vanessa com a sua simpatia e o seu sorriso metálico

Opaaaa! Isso ñ tem piada nem era pa dizer...e o meu sorriso ñ é tão metálico quanto isso!


– Queres o meu blusão? – Dean

Epá, eu dizia logo que sim...he he! Mas pronto, vá tava frio...lol!


E pronto...pá, não me meti a comentar tudo se não...jasush! Mas tu sabes que tou a gostar bué da fic.

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Jennifer Taylor
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Jan 24, 2008 3:30 pm

Kd ha mais comentários?
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crazy_angel17
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sex Jan 25, 2008 2:54 am

Afinal eu tinha deixado os comentários notro sítio... Rolling Eyes
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DarkAngel
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Jan 31, 2008 7:08 pm

Aqui vos deixo com mais um capitulo...

Espero que curtam Wink
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DarkAngel
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Jan 31, 2008 7:23 pm

4º CAPÍTULO


Chegados, após 15 minutos de viagem, à terra em questão (p’a não ‘tar sempre a repetir o nome da terriola… vá… ok… eu digo mais uma vez… Al-co-va da Ma-cha-di-nha. Ai eu…), onde, pelo caminho nada se via sem ser a penumbra, estrada e árvores.
ALCOVA DA MACHADINHA (Looool… sai uma ambulância expresso para o Júlio de Matos p’rá mesa 5!) era igual ao caminho, à excepção de que havia casas (esta ‘intro’ deste capítulo ‘tá a ficar uma bela duma bosta, daquelas ‘fluffy’s’ XD) … casas onde muito misericordiosamente (NOPE… só tem 19 letras… não é a maior palavra que existe… *Kill me!!!*), através das tábuas pregadas nas portas e janelas, se via uma réstia de uma luz fraca.

– Eeeeh BEM! Estou a ver que isto vai ser complicado de obter qualquer informaçãozita… – Joana.

– Fala baixo! * Dean entre dentes * Chegas-te e já queres atrair a desgraça?

– Oooops… sorry! – Joana dando risinho e fazendo sorriso tímido.

Por segundos ouve-se ao longe um uivar.

– Que é isto? – Dean.

– Dean… é só um lobo ok? – Sam falando entre dentes da idiotice do irmão.

– Que é um lobo sei eu… mas também há disso aqui… em… Portugal?

Joana e Vanessa desatam-se a rir o mais baixo que conseguiam.

– Que é agora? – Dean revirando os olhos e Sam faz cara de ‘aiai’.

– Dean… é CLARO que existem lobos em Portugal! Ou achas que são animais exclusivos do nosso país? Tssss… – Sam virando a cara.

– Eu não sabia… dude… – Dean encavacado e olhando p’ó chão.

– Ainda existem lobos em Portugal… não sei quantos há, mas são muito poucos… quase em extinção… – Joana.

– Hm… pois… é mau… mas pronto, o homem não gosta porque ataca o gado e o próprio homem… mas esquecem-se que eles já cá andavam na terra antes de o homem vir invadir o seu espaço. – Sam.

– Rrrrm… importam-se de parar com as conversas defensoras dos animais? Temos um corvo para matar! – Dean pegando numa caçadeira que tirara da bagageira.

– Isso dito assim é fofo… looool! – Vanessa que tinha ido buscar uma arma também à bagageira.

– Foi o Sam! – Joana esquivando-se da acusação de Dean e indo tirar uma arma e o seu punhal ‘sagrado’.

Sam fica com cara de ‘G’anda lata!’, e vai também buscar uma arma, um saco com sal de gema e outros materiais.

– Sal de gema Sam? – Dean com o sobrolho levantado.

– Sim… que tem? – Sam.

– Vamos matar um corvo, não um fantasma… – Joana guardando o punhal numa espécie de liga (não minhas porcas, eu não uso ligas! Muito menos saias curtinhas!) presa por baixo da manga da camisola, pronto a ser puxado a qualquer momento.

– Mas o sal gema não serve só para fantasmas que eu saiba * Sam sendo interrompido por Dean que falava com Joana *

– Já te disse que é melhor meteres essa liga e esse punhal noutro lado, qualquer dia ainda te cortas a ti própria ao sacá-la aí do braço! Ou então não uses mangas compridas… isso torna a tarefa de tirares o punhal mais complicada.

– Sim, sim ‘tá bem… uso t-shirt que é para o punhal ficar à vista… claro… e queres que o meta onde? No meio das mamas? – Joana, Vanessa ri-se, Sam faz cara de quem foi ignorado.

– Eeeh… não… que tal arranjares um cinto… onde o possas prender? Preto… já que é a tua cor… nem se nota… – Dean.

– EU ODEIO CINTOS!!! – Joana.

– Fa-la bai-xo! – Dean entre dentes – Atão arranja um casaco… curto… sim porque vais deixar esse no carro… onde possas pôr… dentro!

Joana semicerra os olhos.

– Ou então não! E não vou deixar o casaco no carro! ‘Tá gelo porra! Queres que eu morra??? – Joana.

– Tu… vais correr… provavelmente vamos correr… o casaco só te vai atrapalhar!!! – Dean.

Sam e Vanessa entreolham-se e fazem cara de quem se diverte com uma conversa sobre roupa entre gajo e gaja.

– Que se lixe! Levo o casaco! Dean… não mandas em mim yá?! – Joana abrindo bué os olhos.

– Ui… danou-se… – Vanessa murmurando.

– Tu é que sabes… depois não te queixes! Ah… e quando é que ganhas juízo e trazes outro tipo de calçado? Não achas que as tuas botas são só para atrapalhar?

Mal Dean acaba a frase a Joana, não muito longe dele, dá dois passos em sua direcção levantando o braço já em posição para lhe arrear um murro, Sam consegue agarrar no pulso dela a tempo e parar a situação.

– Hey… calma girl! – Sam fazendo aquela cara típica.

– Como queres que tenha calma se o palhaço do teu irmão não pára de implicar comigo?! – Joana exaltada e fitando Dean.

– Já te pedi para falares baixo! – Dean.

– E eu quero que te vás fo… * Joana sendo interrompida *

– Já chega! Acabou… já tiveram o vosso ‘timing’ da discussão sobre roupa… completamente dis-pen-sá-vel… que só nos roubou tempo… parecem crianças! Já chega… Joana, pega nas tuas cenas, Dean fecha o carro e vamos embora! – Sam entre os dois.

Entretanto, com tanto alarido é óbvio que alguém já tinha notado a presença daqueles 4 na santa (ou não!) terrinha.
Uma criança observava-os de uma pequenina clarabóia (janela redonda) do telhado de uma casa.
O grupo dirigia-se para o centro do vilarejo, onde existia um pelourinho.

– Então… qual é o plano? – Joana já mais calma mas com tom sarcástico.

– Bem… uma vez que esta gente toda se esconde… proponho que agente vá directo ao assunto e mate essa bola de penas. – Dean carregando a caçadeira.

– Ah claro… e pretendes fazer isso como? Tens por acaaaso… a mínima ideia onde possa estar essa ‘bola de penas’ mais o seu exército de desenterrados? – Joana cruzando os braços e batendo o pé.

– Não vão começar! Por favor… vá lá pessoal! – Vanessa olhando para os dois.

– Das duas uma… ou tentamos falar com alguém… ou vamos ter de atrair o inimigo! – Sam

– Ena… boa Sammy… ‘tás a ficar esperto… não! Não me digas que a tua inteligência está a diminuir?! – Dean rindo-se.

– Ah ah ah… que piada… bem * Sam sendo interrompido pela Joana *

– Se a inteligência dele diminuir a causa é a demasiada convivência contigo… – Joana murmurando.

– Disses-te alguma coisa? – Dean que estava sentado nos degraus do pelourinho, levanta-se e com olhar irritado fita Joana nos olhos.

– PAREM! Por amor da santa! Já ‘tou farta de vocês os dois! Arre!!! – Vanessa virando as costas e afastando-se uns metros.

– Ela tem razão Dean e Joana… têm de parar com isto! Temos uma caça para fazer e com vocês sempre às turras nem daqui a 500 anos acabamos isto! – Sam com ar de menino da paz.

Ambos se entreolham ainda com alguma raiva, mas depois concordam com Sam, Dean estica a mão, Joana estica a mão, enquanto dão um aperto de mão, Dean sussurra “Desculpa”… Joana dá sorriso tímido e acena afirmativamente com a cabeça como que a dizer “Desculpas aceites”.
Vanessa continuava de costas para os amigos. Sam foi ter com ela.

– Já ‘tá tudo resolvido… – Sam nota que Vanessa está a olhar para algo, Sam segue o olhar e no momento em que chega à clarabóia a criança desaparece. – Que foi Vanessa?

– Uma criança…

– Hm? Uma criança? O quê… onde? – Sam olhando para Vanessa, para todo o lado e para a clarabóia novamente.

– Ali… ela ‘tava ali… – Vanessa apontando p’rá janela.

– Mas… Vanessa, não está ali ninguém… – Sam olhando fixamente para lá, Dean e Joana chegam ao pé deles.

– Então? Vamos planejar alguma coisa com pés e cabeça ou ficamos aqui a gelar o resto da noite? – Dean com aquele sorriso matreiro de gozo e ficando sério depois de ver Sam e Vanessa a olharem para longe.

– Que se passa? – Joana espetando dedo no braço de Vanessa.

– ‘Tá quieta pá! – Vanessa enxotando a mão de Joana.

– Sammy… que se passa? – Dean começando a franzir o sobrolho.

– Ela diz que viu uma criança ali * Sam apontando * naquela janela.

– Tens a certeza? – Dean franzindo os dois sobrolhos.

– TENHO! Eu não alucino por enquanto yá?! – Vanessa.

– E o que ‘tava a criança a fazer? – Joana.

– A olhar para nós! Era um rapazito… um puto… é longe, mas parecia ter uns 6/7anos.

– E porque raio aquela janela é a única que não está tapada? – Dean.

– Boa pergunta… quer dizer… os ‘zombies’ não trepam casas… de modo a chegar à janela que é no telhado… digo eu! – Joana.

– Hm… ou então esqueceram-se daquela janela… todas as outras casas com janelas do género estão tapadas… – Sam.

– Sabem que mais? Algo me diz que devíamos ir àquela casa. – Vanessa.

– Hã-hã… claro… para quê? P’ra ficares meio século a bater à porta e sermos ignorados à força toda enquanto viramos cubos de gelo? – Dean fazendo movimentos com os braços e mãos.

– Se calhar… Dean… podem-nos abrir a porta saaaabes? – Vanessa fazendo cara de ‘És mesmo lento!’.

– E só porque tu queres… – Dean.

– Ai… Dean! A criança viu-nos, pode ter visto, por sorte as nossas armas… e com sorte, com o silêncio que está aqui, pode ter ouvido alguma coisa que seja da nossa conversa e pode ter ido avisar os pais! – Vanessa.

– Hm… bem pensado… – Dean descaindo os cantos dos lábios, impressionado. – Estou a ver que fazes par com a inteligência do Sammy, girl!

– Creeedo… * Vanessa cora * nada a ver…

– Bem, ‘bora lá tentar a ideia dela… – Sam.

– Espero que tenhas um plano B para o caso de não nos abrirem a porta ou de nos escorraçarem a tiro de caçadeira! – Joana rindo.

Chegados à porta da casa, Sam bate… ninguém responde…

– Dude… só uma pergunta… como é que nos vão abrir a porta… se está tudo com tábuas pregadas? – Dean tinha feito uma pergunta inteligente que deixara todos de boca aberta pelo facto de não se terem lembrado do mesmo.

– Fuck… tens razão Dean! – Sam encostando a testa à porta e pousando uma mão sobre a mesma.

Segundos depois, Sam ouve um leve ‘toc toc’ no outro lado da porta.

– Ouviram? – Sam olhando para o grupo.

– Hm? Ouvimos o quê? – Vanessa.

– Aproximem-se… – Sam com a ponta do dedo bate também na porta, do outro lado ouve-se de novo ‘toc toc’, todos se entreolham – ouviram? – Sam murmurando quase sem voz, todos confirmam que sim. Do outro lado ouve-se um ‘toc toc’ seguido de um suspiro… e uma voz murmura bem baixinho.

– Por… favor… vão… vão até à igreja… entrem pela porta de uma casinha ao lado, desçam… desçam as escadas e encontrem o livro “A Religião do Mundo”… despachem-se…

– Mas… o que fazemos com o livro? – Sussurra Sam para a porta.

Ninguém lhe responde, Sam repete a pergunta… nada…

– Ok… alguma ideia do que aconteceu aqui? – Joana.

– Parece que a voz… feminina… nos quer mostrar algo… por isso… vamos! – Dean começa a andar em direcção à igreja, com os outros atrás.

Sam parecia tentar discernir cada palavra dita por aquela voz doce e assustada.
Tinham chegado à porta da tal casinha, que tinha apenas uma tranca a fechá-la.

– Ah bom… uma tranca é deveras útil… quando o resto ‘tá pregado com tábuas e pregos de alto a baixo… – Dean atirando a tranca para o chão e abrindo a porta pela maçaneta. – Nem trancada à chave está! Tsss…

– Cala-te Dean… já pensas-te que pode ser de propósito? – Sam.

– De propósito? Só se quiserem ser mortos! Ah não… espera… esqueci-me que esta gente da igreja confia em Deus e pensa que ele os salvará! – Dean sendo sarcástico e revirando os olhos.

Joana dá risadinha.

– Ai… ‘tá mas é calado… – Sam.

Entram na pequena sala, onde se encontrava apenas um vaso com uma planta murcha e um bengaleiro vazio. A um canto estavam umas escadas em caracol, pela qual começaram a descer com a única luz vinda da janela dessa pequena sala por onde entraram.
As escadas iam dar a uma sala de tamanho acolhedor, parecia uma sala de reflexão, de descanso… um retiro para esquecer o dia a dia… uma mini biblioteca pessoal.
Uma alcatifa, com escuros padrões, forrava todo o chão, uma ou duas poltronas gastas e um pequeno canapé repousavam ali abandonados à muito tempo, todas as paredes eram ‘forradas’ de armários apinhados de livros de todos os tamanhos e cores.

– Uuuu… spookie! – Joana olhando para aquele ambiente.

A luz que provinha pelo vão de escadas era muito escassa. Sam tira uma lanterna para cada um da sua mochila e atira ao grupo.

– É bom que comecemos a procurar o livro… – Sam dirigindo-se para um armário.

– Hm “O Mundo…”… “O Mundo…”… é o quê mesmo? – Dean.

– “A Religião do Mundo”… – Vanessa rindo.

– Oh… ou isso, thanks linda… – Dean continuando à procura.

Joana olha para a amiga que fica por segundos meio nervosinha, e pelo seu sorrisinho minúsculo ela imagina que as bochechas da Vanessa tenham ficado vermelhas.

– Oh… este deve ser interessantíssimo… “Como se tornar crente de Jesus Cristo em 10 passos”… fantástico! Acho que vou levar este emprestado para a velha rezingona ateia que está lá à entrada do piso do hotel de uma estrela em que nos instalámos quando chegámos a Portugal da 1ª vez! – Dean sarcasticamente e sorrindo.

– Dean… ‘tá calado… deixa-te de parvoíces e procura o livro! – Sam.

– Chato… * murmurou Dean * “O Mundo…”… “O Mundo…”…

– Deeean… – Sam com cara de falta de paciência… mostrando os dentes e revirando os olhos (‘tão a ver? Não sei explicar… é uma cara que ele faz! XD)

– Que foi? – Dean admirado.

– A Re-li-gião do MUN-DO!!! – Sam abrindo os braços.

– ‘Táááá bem, ‘tá bem… vai dar ao mesmo… – Dean continuando a sua busca.

– Aiiiêêêê… ahah… este livro deve ‘tar aqui por engano não? – Vanessa rindo e virando-se para os amigos.

– Hm?! – Dean fica ‘esbuga’ o.O .

– What the fuck?! – Sam que estava perto da Vanessa, chega-se a ela e pega no livro com um sorriso de maroto mas ao mesmo tempo surpreso.

– “As 50 melhores posições da oração”?! AHAHAH… já lhe vi chamar muita coisa! – Joana ria e ria e ria.

Dean aproxima-se, tira o livro das mãos de Sam e começa a folheá-lo, todos têm aquele sorriso igual ao de Sam na cara.

– Estes padres são cá uns cabrões! – Dean ri-se.

– Cabrões? Ahahah… diz antes “cambada de perverts”! – Joana rindo.

– Kamasutra religioso… ahahah… oh dog! – Vanessa rindo que nem uma perdida.

Sam só ria… até as lágrimas já vinham aos olhos.

– Bem… rrrm… é… ahah… é… ahahah… me-melhor continuarmos à procura do livro, ahahah – Dean fechando o livro e pondo-o no único lugar vago na prateleira.

Retomam a busca cada um no seu lugar…

– “O Mundo…”… “O Mundo…” – Dean divagando.

– “A RELIGIÃO DO MUNDO” PORRA!!! – Sam, Joana e Vanessa.

Dean dá um salto de susto e faz sinal com as sobrancelhas de ‘Ok… pronto…’.

Alguns minutos depois Dean encontra o livro.

– Pessoal… encontrei. – Dean.

– Bem… e agoraaa…? – Joana.

– Vê se tem alguma cena lá dentro que nos diga alguma cena! – Vanessa.

Dean começa a tirar o livro de capa azul escura, e a estante começa a mexer.

– Wow! – Joana.

– Parece que afinal o livro nos ‘diz’ alguma coisa… – Dean sorrindo para Vanessa que retribui o sorriso.

Passam pela passagem (‘passam p’la passagem’… XD) secreta, a estante fecha-se atrás deles.

– Bacano… espero bem que haja maneira de isto abrir deste lado! – Joana apontando com a lanterna para a estante.

– Vamos… – Sam que ia á frente de todos.

Pelo caminho iam ficando teias de aranha que se pegavam ao corpo, esqueletos de… supostamente… ratos que ali tinham ficado presos.

– Pessoal… acho que estou a ver luz ali ao fundo à esquerda! – Sam

Tinham chegado ao fundo do corredor, a luz amarelada escura vinha de um outro vão de escadas em caracol feitas de pedra fria.
Desligam as lanternas e Sam guarda-as na mochila. Dean passa à frente e é ele agora o 1º.
Sobem com cautela, em silêncio. Dean tem a mão no bolso agarrado à arma, Sam leva a mão atrás das costas, Vanessa leva a arma na mão ao lado do corpo, Joana tem também um mão no bolso do seu casaco agarrada à arma.
Ao chegarem lá acima entram numa espécie de sacristia, um pouco maior que a sala que tinham deixado lá em baixo, e são surpreendidos por um pequeno grupo de pessoas que de imediato bombardearam o ar com as suas vozes em alto som.
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sex Fev 01, 2008 12:47 pm

Ta lindo!!!! Amei!!!!
Adorei!!!! Kero mais!!!!
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Seg Fev 11, 2008 4:10 pm

5º CAPÍTULO


– Hey!!! What the hell?! – Dean levando com liquido na cara.

– Parem! Importam-se de parar?! – Sam.

As vozes abafavam o que eles 4 diziam.

– Porque raio nos estão a atirar com água? – Joana limpando a cara.

– Os gajos são padres! Estão a fazer-nos um exorcismo! – Sam.

– WTF?! Mas nós não somos DEMÓNIOS! – Dean exaltado.

– Chega! Che-ga!!! – Um homem que parecia ser o superior de todos os outros padres. – Isto não está a fazer nenhum efeito… quer isto dizer que sempre são humanos.

– Jura? – Dean irritado.

– Gostava de perceber esta reacção! – Vanessa.

Uma rapariga que se encontrava junto a uma porta com um rapaz um pouco mais velho que ela, dera um passo em frente para poder falar.

– Posso Reverendíssimo? – Rapariga.

– Claro que sim minha filha… – Reverendo, o superior dos outros todos.

– Reagimos desta maneira porque pensávamos que pudésseis ser aquelas criaturas que por aí andam.

– Hm… e acham que água benta e um exorcismo acaba com aqueles desgraçados? Imaginem que não acaba… que não deve acabar… e agora nós vos atacávamos? – Dean irritado guarda a arma no blusão, os outros guardam também as suas e ‘descontraem’.

– Eeeh… bem… – Rapariga saca de uma caçadeira atrás das costas e os padres seguem o mesmo movimento. – isto deve parar-vos um pouco!

– Wow! Calminha sim?! Nós não somos essas coisas! Somos humanos vivinhos da silva e viemos ajudar! Alguém nos mandou para a igreja e nós viemos! – Joana.

– Fui eu… – Rapariga baixando a arma, Sam olha para ela e de facto nota que era a mesma voz.

– Foi comigo que estavas a falar à porta… – Sam dando um passo.

– Ok… rrrm… atão… atraíste-nos para aqui, de propósito para nos fazerem isto, para confirmarem se éramos ou não ‘aquilo’ correndo todo o perigo…? Vocês são doidos? – Dean esbracejando.

– Era a única forma… * Rapariga baixando a voz * de poder-mos receber alguém.

– Ah! Atão vai-se dizer para entrarem p’la igreja e o nome do livro que abre a passagem secreta! Acho que sim... – Dean dizendo que ‘não’ com a cabeça.

– É um risco, mas tínhamos de tentar! Estamos à demasiado tempo trancados em casa sem saber o que fazer! – Rapariga esbracejando e deixando cair uma lágrima.

– Por falar em casa… como é que estás aqui? – Dean cruzando os braços.

– Todas as casas da aldeia têm uma ligação subterrânea à igreja… foi tudo construído em tempo de guerra… não fosse a guerra chegar a Portugal, juntavam-se todos na igreja… o lugar de Deus… – Rapariga abrindo os braços como se estivesse a louvar.

– Tsss… Deus… se acreditam tanto que ele vos salvará, não sei porque andam armados! Se uma bala pode… na vossa teoria, acabar com ‘aquilo’, é a arma que vos salva e não Deus! – Dean irritado.

– Dean!!! – Sam lança-lhe aquele olhar de ‘Cala-te pá! Só dizes porcaria!’.

– Deixa ‘tar… ele não acredita em Deus porque lá bem no fundo deve ser um ser deprimente e frustrado! – Rapariga irritada mas com ar de desdém virando as costas e dirigindo-se para o seu lugar inicial.

Dean vai em direcção à rapariga, enquanto os padres e o tal rapaz tentam reagir, Sam corre atrás de Dean que já alcançara a moça, a agarrara pelo braço bruscamente e a virara para ele.

– Não te dei confianças, campónia, para falares assim de mim! – Dean com toda a fúria no olhar (Xi! Olha aí as faíscas pá! Ainda pegas fogo à igreja rapaz! XD)

– Larga-me! ‘Tás-me a magoar!!! – Rapariga tentando se largar.

– Dean! Dean larga-a! ‘Tás numa igreja dude! – Sam chegando a Dean e pousando-lhe uma mão no ombro.

– Largo-a quando ela retirar o que disse! – Dean com voz ferocifera.

– Rapaz! Estás na casa de Deus! E estás a magoá-la! Posso declarar à polícia que estás a agredir uma mulher! – Reverendo.

– Declare! Largo-a quando retirar o que disse! – Dean abrindo bué os olhos.

– Dean… larga… larga-a… – Vanessa tentando tirar a mão de Dean do braço da moça.

– Não retiro! És um gajo frustrado e deprimente! – Rapariga ‘cuspindo’ nos olhos de Dean, este exaltou-se ainda mais.

– Frustrada és tu que só conheces o limite da tua terrinha, o limite de Deus! Eu até posso adorar o Budha, Alá ou o DIABO e tu julgas-me um ser frustrado e deprimente por não acreditar no TEU DEUS!!! – Dean largando a rapariga com um empurrão. – São pessoas como tu que me metem nojo! – Dean olha com muita raiva para ela que se agarrara ao braço e vira-lhe as costas.

Ninguém consegue reagir. Dean vai em direcção às escadas e desce-as a correr.

– Dean! Dean! – Joana segue-o.

Dean ignora-a. Joana desce as escadas a correr mas com cuidado, pois as botas dela são um pouco perigosas (lol… só eu… tsss) … continua a chamar por Dean que continua a ignorá-la.
Dean anda depressa e precipita-se para o fim do corredor. Dean queria sumir dali.

Lá em cima…

– Besta… – Rapariga ainda esfregando o braço. Agora com o rapaz a seu lado com uma mão apoiada no seu ombro esquerdo. Alguns padres tinham-se dirigido a ela para ver se estava tudo bem.

– Desculpa-me a reacção dele por favor. O Dean passa-se da cabeça com facilidade… – Sam tentado explicar-se.

– E quando se passa agride as pessoas… assim…? – Rapariga olhando Sam nos olhos.

Sam estremeceu por dentro com aquele olhar. Numa fracção de segundos pensou o quão perigosa podia ser aquela rapariga no jogo de palavras e ao mesmo tempo abraçá-la e poder senti-la junto ao seu corpo.

– Eeeeh… n-não… o Dean nunca agrediu ninguém por estar irritado… – Sam desconcentrado.

– Pois aí têm a 1ª vez! – Rapariga com cara de chateada.

Ela era de figura tão doce… de estatura média ( a altura normal de uma portuguesa), cabelos castanhos escuros compridos, entre o liso e o ondulado… penteados com cuidado… cabelo com pouco volume, pele rosada mas clarinha, olhos azuis-esverdeados doces e singelos. Era elegantemente atraente.
Sam sentia-se atraído por ela desde que lhe ouvira a voz assustada através da porta. Mas aquela maneira de ela agir estava-lhe a comunicar com os nervos.

– Ele não te agrediu… – Vanessa dizendo calmamente.

– Ai não? Então o que é isto? – Rapariga puxando a manga da camisola p’ra cima e deixando a descoberto uma marca de dedos vermelho-arroxeada.

O rapaz ao lado dela semicerrou os olhos como quem diz ‘Exacto. Vá? E agora? Respondam!’.
Sam aproximou-se dela, sem se aperceber, e pegou-lhe no braço esticando-o para ver melhor a marca. Com ar de preocupado, Sam ‘pousa-lhe’ o braço, olha nos olhos dela e pede-lhe desculpa mais uma vez.

– Não és… não és tu que tens de… me pedir desculpa… * Rapariga em tom calmo, baixando o olhar, pegando na mão de Sam que estava pousada no braço que tinha a marca e olhando de novo nos olhos dele * é ele… foi ele que agiu mal… não tu…

Sam concorda e larga-lhe calmamente a mão.
‘ Tão suave que é a pele dela… hm… apetece continuar a tocar…’ pensou ele. (Agora não Sammy! Vá... há coisas p’a fazer! Largue lá a rapariga e vá trabalhar! Xô-xô!)

– Bem… ignorando tudo o que se passou aqui… quando eles voltarem… será que dá p’a nos dizeres porque nos mandas-te aqui? – Vanessa com os polegares enfiados nos bolsos das calças de ganga.

– S-sim… contar-vos-ei…

Lá em baixo…

– DEAN!!! – Joana grita, o grito sai meio sem fôlego. Grito de quem viera a correr com um misto de preocupação.

Dean pára, permanece alguns segundos na mesma posição, fecha os punhos, vira-se para a parede do se lado direito… dá um pontapé na parede e de seguida encosta ambas as mãos na mesma, seguidamente dá com a testa nela propositadamente.
Apenas a minúscula luz vinda lá de cima ‘iluminava’ aquele corredor… pequenos e pesados contrastes se podiam ver com dificuldade com tanta escuridão.

– Dean… * Joana tinha chegado ao pé dele e posto uma mão no seu ombro * calma… que te… * Sendo interrompida *

Dean descontrola-se, pega na mão dela, vira-se, puxa-a contra si e encosta-a à parede, põe-lhe a outra mão entre o pescoço e o ombro e beija-a. (SOCOOOORRO! Help! Tenho as Dean girls atrás de miiiiiim! * Joana corre rapidíssimo à desenho animado *)
Um beijo descontrolado e intenso… um beijo que faz descarregar a raiva… um beijo que pode estragar muita coisa. (‘Ai PODE PODE!’ * Dean girls de braços cruzados, cara de chateadas e a bater o pé* )

– D-Dean… * Joana separa Dean de si. Estava chocada… 1000 coisas passaram p’la sua mente… uma delas foi pregar-lhe um estalo… mas não era capaz… * porque… para que é que foi isto… Dean? – Joana com cara de ‘chocada/admirada/triste’ olhava Dean nos olhos.

Dean ainda tinha uma mão na mão dela e a outra no pescoço. ‘Tava com cara quem tinha acabado de beijar e aparentemente mais calmo.

– Dean responde-me… porquê?! (Só p’á Vanessa… ‘Poooorquê?’… lol!) – Joana já com os olhos a encherem-se de lágrimas.

Dean apercebe-se do erro que cometeu mas não consegue reagir. Desvia o olhar e fixa o chão. Joana deixa cair uma lágrima.

– Oooh Dean… porquê?!!! – Joana fungando. – Isto não devia ter acontecido! PORQUÊ? PORQUÊ CARAMBA? A Vanessa gosta de ti e tu gostas dela!!! Explica-me… p’ra quê isto?! – Fungando e limpando as lágrimas à mão.

– D-des… desculpa… * Dean subindo os olhos e olhando de novo nos dela * eu… eu não sei o que me deu… estava com tanta raiva daquela gaja que… nem sei… a tua mão, a tua voz em tom doce e amigo… o ambiente… não sei… Joana… desculpa-me por favor! – Dean larga a mão e o pescoço dela e seca-lhe as lágrimas.

Joana só consegue fungar… ela olha para o lado e deixa cair mais uma lágrima, que seca de seguida com a sua mão, Dean já se afastara um pouco mais dela.
Segundos de silêncio que parecem uma eternidade.

– Di-disses-te… que… a Vanessa… gosta de m… * Dean sendo interrompido *

– Sim… gosta! – Joana soluçando e fungando.

Dean afasta-se mais da Joana, mas toca-lhe com os dedos no queixo e vira-lhe a cara para ele.

– Desculpa… por favor… desculpa-me. – Dean olhando nos olhos dela.

Joana baixa os olhos, afasta-se um metro de Dean. De costas para ele murmura algo.

– É melhor… irmos.

Dean passa-lhe à frente. Joana recompõe-se e ambos sobem as escadas.
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Seg Fev 11, 2008 5:27 pm

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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sex Fev 15, 2008 8:32 pm

6º CAPÍTULO


O tempo de espera tinha sido mínimo.
A rapariga encontrava-se sentada numa cadeira com o rapaz sentado a seu lado com uma mão na mão dela.
Sam estava de pé, perto de Vanessa, olhava para toda a sala.
Os padres tinham-se sentado nas cadeiras que lá estavam (colocadas antecipadamente).
Vanessa estava também sentada, na parede oposta à da rapariga… ela não estava a achar muita piada àquele ‘teatro’ todo por parte do rapaz… desde que ali entraram ele ainda não tinha proferido uma única palavra, emitido um único som… haveria pessoa mais calmamente cínica do que aquele rapaz?

– Voltámos... – Joana murmurando, ainda afectada com o que se passara lá em baixo.

Dean lançara um olhar de desdém à rapariga, que olhara para ele no mesmo instante, com ar de quem o culpa ferozmente.

– Já que já regressaram… façam favor de se sentar… – Dissera o Reverendo em tom brando.

– Obrigado Reverendo, mas estamos bem assim… – Sam sorrindo gentilmente.

– Muito bem… entãããooo… hm… rrrm… Ângela… * Sam olhara para a rapariga com um pequeno sorriso nos lábios… descobrira o nome dela ( Sim Saaaam… os foguetes ficam p’a depois ok? Tenho de desenvolver a história se não alguém fica aborrecido…)… * acho que chegou a hora de explicares tudo… – Reverendo.

Ângela de mão dada ao rapaz, inspirara profundamente… olhara para o chão, para o Reverendo e fixando Sam, começara a falar.

– E-eu… chamei-vos aqui… porque pensei logo de início, que fossem humanos… e não aquelas coisas… e pensei que nos pudessem ajudar…

– Hm… e como soubeste que estávamos cá? Se todas as janelas estão tapadas? Eu não te vi á janela do telhado… mas sim um miúdo!!! – Vanessa cruzando os braços e franzindo o sobrolho.

– Que-que miúdo? – Ângela nervosamente.

– Aeeeh… um miudinho p’aí com 6/7anos… eu vi um miúdo à janela a olhar para nós quando estávamos no pelourinho a combinar o que iríamos fazer… antes de irmos bater à tua porta… – Vanessa fazendo cara de ‘O puto, duh!’.

– M-mas em minha casa não… não existe nenhuma criança… – Ângela apertando a mão do rapaz que se mantinha igualmente calmo.

– Sim… ok… atão fui eu que sonhei… EU VI UM MIUDO À JANELA! – Vanessa pondo-se de pé.

– Tem calma girl… olha lá… tens mesmo a certeza? Eu não vi ninguém… * Sam sendo interrompido *

– TENHO SAM! O puto ‘táva lá! Sumiu da janela quando tu olhas-te! Porra! Eu sei o que vejo! – Vanessa esbracejando.

Dean estava a achar aquilo muito estranho. Semicerra os olhos, cruza os braços… e põe-se a andar de um lado para o outro numa curta distância.

– Ok… só a Vanessa viu o puto… por isso nós não podemos confirmar… p’los vistos não há puto e a nossa Vanessa está a ficar xexé… * Vanessa olha p’a Dean de lado * mas… uma coisa não esclareces-te… Ângela… * Dean parando e carregando no nome dela como que uma provocação * como foi então que soubeste que estávamos cá? – Dean levantando as sobrancelhas, fazendo uma espécie de sorriso sarcástico e metendo as mãos nos bolsos do blusão… Dean estava a tentar controlar-se, aquela rapariga tinha-o tirado MUITO do sério.

– Hm… eu ouvi barulho na rua… nesta vila, qualquer movimento exterior se ouve dentro de casa, à noite especialmente… o meu quarto é o do telhado… pus-me à escuta… e apercebi-me de que podia ser alguém que nos podia ajudar… espreitei e vocês estavam todos no pelourinho, vi armas… corri até ao quarto do meu irmão * Ângela olha para o rapaz que lhe dá um pequeno sorriso. Sam ficara aliviado, pois apesar de estar bastante calmo, ela e ele de mão dada já o começava a deixar nervoso * … contei-lhe tudo e decidi-mos fazer tudo às escondidas… os nossos pais estão a dormir… ele * olhou para o irmão * ainda me tentou persuadir… pois era perigoso e se os pais acordassem enquanto viéssemos para cá, havia molho… mas eu convenci-o a vir… não podíamos deixar de tentar!!! Vocês bateram-nos à porta e eu fui a correr p’ra lá… aguardei alguns segundos e comuniquei com vocês… – Ângela olhando no final para Sam com um sorriso no olhar.

Dean continuava a achar aquilo estranho. Teria Vanessa alucinado?

– Então… ao que parece Vanessa * Dean com ar sarcástico, olha para ela * … alucinas-te.

– EU VI O MIUDO CARA***!!! – Vanessa tinha-se irritado definitivamente.

Joana e Sam olhavam para eles espantados, Dean estava boquiaberto (boca aberta), Ângela e o rapaz estavam espantados e os padres mais o Reverendo estavam chocados.

– RESPEITO! Minha menina… v-vamos a ter respeito! Estamos na casa de Deus! Tenha tento na língua se faz favor! – Reverendo levantando-se, pondo os braços meio levantados e as palmas das mãos viradas para a frente. (Se não estão a imaginar… paciência… loool)

– Desculpe!!! Mas eu tenho todo o tento na língua se me respeitarem a mim 1º! Eu sei o que vi e gosto pouco que digam que estou a ficar xexé!!! – Vanessa meio exaltada.

Joana aproxima-se da amiga, põe-lhe a mão no ombro, olha para Dean com ar de quem diz ‘Só tu’ * Dean faz cara de ‘Que foi?’ * e depois olha para Ângela tentando encontrar alguma falha na sua pequena mentira… Joana não vira o miúdo mas acreditava em Vanessa.

– Desculpa girl… * Dean sendo interrompido *

– Dean, não tens de te desculpar… tu só disses-te isso em tom de ironia, já te conheço… disses-te só para que tentássemos chegar a algum lado… MAS… EU… sei que vi o miúdo! Não me interessa que digas * Olha e aponta para Ângela * se é verdade ou não que há um miúdo em tua casa… eu vi e acabou! – Vanessa exaltada.

– Estás-me a chamar mentirosa?! – Ângela levantando-se com ar indignado.

– Queres mesmo que te responda? – Vanessa cruzando os braços e semicerrando os olhos.

Ângela abre a boca para responder mas é interrompida.

– BASTA! Não estamos aqui reunidos para discutir sobre a insanidade dos demais que afirmam coisas que não existem ou para retaliar se o ser humano se esconde por trás de muitas máscaras, uma delas a da mentira… * Reverendo é interrompido *

– Desculpe interrompê-lo… mas só assim por acaso não está a querer insinuar que a minha amiga é louca pois não?! – Joana indo em direcção ao Reverendo e parando a uns metros dele.

– Eu não disse nada! – Reverendo

– Não… disse o Papa que ver… – Joana cruzando os braços e fitando o Reverendo nos olhos.

– Joana… chega… vá lá… deixa o Reverendo falar… não viemos para discutir! – Sam fazendo cara e gestos com os braços de ‘vá lá pá!’.

Joana volta para ao pé de Vanessa. Dean ficara intrigado com a frase do Reverendo.

– Como eu estava a dizer antes da jovem me interromper * Joana lança olhar feroz ao Reverendo * … não estamos aqui para discutir esses assuntos… mas sim para tentar perceber que maldição é esta que nos caiu em Alcova e tentar saber se vós nos podeis ajudar, já que trazidos pelas nossas preces a Deus… * Reverendo sendo interrompido *

– Oh não… lá vamos nós outra vez… – Dean murmurando com cara de desprezo.

– Rrrrm… JÁ QUE… trazidos pelas nossas preces a Deus… vós aparecestes aqui… e tal como Ângela proferiu quando nos acordou em sobressalto ante de vocês chegarem cá dentro… vieram em nosso auxílio. – Reverendo de braços abertos ao longo do corpo.

– Sim, sim, sim… balelas… aqui não podemos mentir, porque teremos de vos dar todas as explicações… mas não viemos porque vocês rezaram ao vosso DEUS… ok… até vos podemos auxiliar sim senhor… mas acreditem que não é obra do vosso ou de qualquer outro DEUS! As televisões e a comunicação existe, as notícias correm (correm? LOL) à velocidade da luz… por isso nós informámo-nos e viemos… porquê? (‘Poooorquê?’ … mais uma vez p’rá Vanessa, lol) Porque trabalhamos nisto! Ponto final! (Era ponto final oh duh! Não de exclamação!) – Dean gesticulando com os braços.

Os padres começaram a cochichar entre si, o Reverendo tentava digerir o que Dean dissera secamente, Ângela franzira o sobrolhos e o irmão olhava para cada um dos 4 do grupo como que analisando de cima a baixo uma espécie em vias de extinção. Sam sentia-se desconfortável com aqueles segundos de silêncio que se instalaram…
Vanessa tentava-se abstrair dos olhos postos neles…
Joana coçava-se por causa daquele silêncio constrangedor (NÃO, não tenho pulgas! Lol... mas fico nervosa com esse ‘silêncios’ e para não ficar aparada que nem uma estátua começo a coçar-me! LOOOL!).
Dean olhava para todos com cara de ‘Siiiiim? Que se passaaaa?!’.

– Importas-te de explicares a parte do ‘Porque trabalhamos nisto!’? – Reverendo indignado e sentando-se na sua cadeira.

Dean alguns segundos depois vê-se obrigado a fazer um resumo da história deles (dele e de Sam, Vanessa e Joana eram amigas de Dean por acaso… tinham-se conhecido no meio da 1ªcaçada deles em Portugal, feita em Azeitão, andava um vampiro a raptar gajas virgens, a assustar crianças que eram levadas para o cemitério por ‘damas de branco’ e que se perdiam nos cemitérios e nunca mais voltavam a aparecer, e também a matar velhotas. Joana e Vanessa tinham-nos visto a entrar para o cemitério a meio da noite e quando eles voltaram foram surpreendidos por elas que os chantagearam a deixá-las fazer um género de grupo com eles… já que sempre tinham sonhado entrar nessas caçadas… em troca do silêncio delas para não contarem a ninguém que tinham ali ‘tado. BEM… mas isso fica talvez p’a uma próxima fic) e delas, e depois do trabalho que faziam, no que consistia e explicou-lhes do que se tratava a ‘maldição’ de Alcova da Machadinha (ai… já ‘táva com saudades… lol).
Alguns minutos de ‘Blábláblá’ e após Dean ter acabado, segundos de silêncio se fizeram… e num ápice, instalou-se novamente aquele burburinho de fundo. Os padres ‘trocavam ideias’ uns com os outros, o Reverendo tinha o queixo apoiado nas mãos unidas (uma das poses de pensamento concentrado). Joana e Vanessa tinham-se sentado. Sam olhava para Ângela que, como o irmão, estava petrificada.
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sex Fev 15, 2008 8:35 pm

– Agora que já sabem resumidamente tudo sobre nós e sobre esse corvo… é bom que nos dêem algumas respostas, para que o possamos caçar! – Dean pusera as mãos nos bolsos do blusão, dera meia volta e tinha-se ido sentar numa cadeira junto da Vanessa e Joana.

– B-bem… que querem saber sobre esse… co-corvo…? – Ângela ‘acordando’.

– Quando foi que esses ‘homens’ apareceram, o que foram e fizeram em vida, o que já fizeram e sinais de como o fizeram desde que voltaram a este mundo. – Dean.

– E a que horas e dias… mais ou menos… costumam atacar. – Sam olhando com ar preocupado para Ângela.

– P-penso que apareceram à 3 semanas. Esses homens em vida foram assassinos. Todos eles mataram pessoas. Uns violaram mulheres, outros espancaram várias pessoas de várias idades… crianças até… outros violaram também algumas crianças, tanto meninos como meninas… outros roubavam e outros pura e simplesmente matavam alguém porque sim… lhes apetecia! – Ângela com ar atormentado.

– Tal e qual o que vos tinha dito * Dean virando-se para as meninas * … é o que corres nos jornais… mas diz-me… hm… esses homens eram todos conhecidos uns dos outros? – Dean deixando-se deslizar um pouco p’la cadeira. (Tão? ‘Tás em casa?! Ai o menino!)

– N-não… as pessoas mais velas dizem que há lá homens que são do tempo delas e que já morreram há muito… outros são da idade dos nossos pais… e outros da idade do meu irmão… alguns conheciam-se enquanto vivos… mas enquanto vivos nunca fizeram nada juntos… que se saiba… * Ângela sendo interrompida *

– Como é que essas pessoas mais velhas sabem que esses tais homens são da época delas? Ou como sabem que uns são da idade dos vossos pais ou mesmo da do teu irmão? – Sam enfiando as mãos nos bolsos do seu blusão.

– P-porque os viram! – Ângela.

– Viram…? – Joana.

– S-sim… viram… viram no início, quando eles apareceram e começaram a morrer pessoas quando eles atacavam e as pessoas fugiam… mesmo com a aflição algumas conseguiram ver a cara desses ‘homens’… só depois é que nos fechámos em casa com portas e janelas entaipadas. – Ângela.

– Hmmm… bem… mais…? – Dean franzindo o sobrolho.

– Esses homens em vida foram mortos por gente da terra que decidiu fazer justiça p’las próprias mãos, ou foram presos, uns tiveram pena perpétua, outros foram mortos dentro da cadeia… alguém lhes limpou o sebo… b-bem… hm… estas coisas apareceram à cerca de 3 semanas, de noite… nessa noite, todos os habitantes de Alcova achavam que havia algo errado… e ouviram uma espécie de grito muito muito ao longe… um grito de voz grave… mas o som era tão longe que todos pensámos tratar-se de um uivo qualquer… horas depois, enquanto algumas pessoas saiam do café e encaminhavam-se para casa, essas coisas apareceram e começaram a matar toda a santa alma que lhes atravessasse no caminho… das 10 pessoas que nessa noite se encontravam no café, escaparam apenas 4… as pessoas que sobreviveram tinham conseguido fugir para a igreja e avisado os padres do sucedido, foi um choque horrendo quando no dia seguinte se viu aqueles corpos desfigurados e o chão banhado de sangue. – Ângela estava branca que nem cal, o irmão tentava acalmá-la festas na mão.

Joana e Vanessa estavam agora embrenhadas nas palavras de Ângela, ao ponto de arquearem as sobrancelhas de tão impressionadas que tinham ficado.
Ângela respirou fundo e continuou.

– Noite após noite essas coisas apareciam e matavam alguém da aldeia… foram dias de terror autêntico, nos primeiros dias… foi sangue e mais sangue… vidas inocentes se perderam… até que nos fechámos em casa… e só saímos de dia pela Igreja. Pelos vistos ‘eles’ só atacam de noite… eles têm andado aí… sempre à caça de alguém que ainda não tenha ‘recolhido’… alguns ainda caíram nessa infelicidade de estar na rua a partir das 20:30… * Dean franzira de novo o sobrolho… as 20:30 diziam-lhe algo… * - Ângela parando um pouco para digerir as suas palavras, olhou para Sam e baixou os olhos.

– Ângela… * Sam com tom suave e baixo * têm sinais de comos esses ‘homens’ mataram as pessoas?

– Hm… eeeh… dizem que… pareciam ter sido mortos de várias maneiras… hm… pescoços cortados… golpes profundos no peito, esquartejados… gente apareceu desmembrada… snif… * Ângela não aguentava mais, começara a chorar * … outros foram simplesmente baleados… e outros… oh Deus! * Ângela arrepiara-se e agoniara-se só de imaginar * estavam abertos… – Ângela levando a mão à boca para controlar um vómito.

Joana e Vanessa estavam meio agoniadas, mas encaravam bem a situação. Dean estava muito, muito sério. Sam estava com aquela cara de ‘Meu Deus… que horror… coitada… quero abraçá-la!’. Os padres faziam variadas caras entre compreensíveis do sofrimento de Ângela e o tentar visionar as horríveis imagens.

– A… algumas vez viram o tal corvo? – Sam com precaução nas palavras, ainda com a mesma cara e com voz suave.

– Todos nós ouvimos um corvo… mas como se fosse logo uns 10… como hei-de explicar… eeeh… a ‘voz’ desse corvo era tão ‘alta’ que pareciam 10 corvos a grasnar em uníssono… e algumas pessoas dizem que o viram… uns dizem que no alto de um poste, num telhado, empoleirado na cruz da igreja… outros dizem que o viram a voar… – Ângela fungando.

– Eeee… era um corvo como todos os outros ou nem por isso? – Dean compondo-se na cadeira.

– Tirando o estranho olhar que os corvos têm… este tem um olhar muito mais estranho… dizem que parece um olhar infernal… avermelhado… fora isso é um corvo normal. – Ângela acalmando-se, enquanto o irmão lhe ‘acariciava’ o cabelo.

– Ok… bem… o estranho é que… nós chegámos e nada de corvo nem dessas coisas! – Joana levantando-se e começando a andar de um lado para o outro em frente de Sam que tinha estado sempre a seu lado direito.

– Realmente… – Vanessa fazendo cara de pensamento.

Sam e Dean olham para os padres e Ângela.

– Eles… eles têm dias que não apa-aparecem… não percebo… – Ângela olhando entre Sam e Dean.

Joana continuava no seu ‘vai e vem’, Sam agarra-lhe no braço numa das vezes que lhe passa à frente e pára-a… fez-lhe um olhar de ‘Podes parar? ‘Tás-me a pôr nervoso!’… Joana fez ar de frete e parou, pôs-se ao lado de Sam, tal e qual ele, encostada à parede.

– Muito bem… já sabemos tudo o que queríamos… agora se nos dão licença… vamo-nos embora… temos uma pensão na aldeia vizinha à nossa espera! Até amanhã! – Dean levantando-se e dirigindo-se para a porta, mas é interrompido.

– Desculpe? Não está a pensar sair daqui assim, pois não?! – Reverendo levantando-se.

– Assim… como? – Dean virara-se para o Reverendo.

– Sem nos dizer o que fazer! Sem nos dizer se nos podem ajudar!!! – Um padre levantara-se entre os outros 3 que estavam ali.

– Oh… isso… já me esquecia * Dean estava a fazer de propósito (Só tu! Tsss… gozão de merda!) * … não façam nada… Ângela e o irmão devem ir para casa descansar… a noite já vai longa… e como ela própria referiu… não será nada bom se os pais se aperceberem de que eles lá não estão… aconselho o mesmo ao Sr. Reverendo e seus colegas… tenha todos uma boa noite que nós também faremos o mesmo para nós. – Dean faz aquele sorriso maroto… de quem está a gozar.

– Mas podem-nos ajudar ou não? – Ângela levantara-se.

– Hm… * Dean olha para ela e faz cara de pensamento a gozar * … não sei… vamos ver… enquanto isso… rezem muito a Deus para que vos ajude… aliás… rezem para que ele nos convença a ajudar-vos… – Dean sorrindo maliciosamente.

Sam não tinha gostado da provocação do irmão e antes que Ângela ou um qualquer padre resolvesse responder, entrou em acção.

– Huh… bem… Ângela… * Sam dirigira-se até Ângela * não ligues ao meu irmão * Murmurara para ela * o que ele quis dizer é que… sim… nós vamo-vos ajudar… enquanto isso, vamos todos dormir, porque o dia de amanhã pode ser bem longo… e como já é bastante tarde… agente vai indo ok…? Hm… amanhã por volta das… 10 * Sam olha p’a Dean que fizera cara e olhos de ‘Oooh came on… às 10? Dude isso é cedissímo!’ e ‘calara-o’ respondendo-lhe com aquele olhar de ‘SIM!’ * … por volta das 10 aparecemos por cá para resolvermos alguma cena…

– Saaaam… ‘bora! – Vanessa que já estava junto à porta com Dean e Joana.

– Até amanhã… – Sam dando sorriso tímido a Ângela e agarrando-lhe a mão dando-lhe ‘força’.

– SAM! – Joana com cara de ‘Siiim? Despachas-te?’.

O Reverendo deseja ‘Boa Noite’ a eles.
Descem as escadas, enquanto vão no corredor ouvem de novo ‘Boa Noite’ do Reverendo para todos os presentes na sala e a luz apaga-se.

– Boa! Que queridos! – Joana ‘soprando’ (‘bufando’).

Todos param… Sam às escuras, vai tirando lanterna a lanterna que dá ao resto do grupo meio às apalpadelas.
Sam e Vanessa começaram logo a andar e acenderam as lanternas, Joana deu uns passos e enquanto tentava ligar a dela, torceu ligeiramente o pé. Dean que vinha atrás dela acendeu logo a sua lanterna e pôs uma mão na anca de Joana.

– Tudo bem? – Dean em tom simpático.

– Larga-me! * Sam e Vanessa que também tinham apontado as suas lanternas para a Joana depois do gritinho de dor ao torcer o pé, ficaram com cara de ‘WTF?’ pela reacção dela para com Dean * Estou bem muito obrigado! * Dean ficara com cara de ‘Wow…’, Joana batia com a lanterna na mão e continuava a andar * Só pus mal o pé… torci ligeiramente o pé, não caí! ‘Tou bem! MERDA de lanterna!!! – Joana irritada.

Fora da igreja, já dentro do carro de caminho a Espinhos Raros, Vanessa (no banco de trás) e Sam (na frente) tinham adormecido. Joana enquanto olhava p’la janela para o céu, aninhada na manta partilhada com a amiga, largava uma ou duas lágrimas pelo sucedido com Dean naquele corredor, aquele toque avivara-lhe o beijo dado tempos antes.
Dean enquanto guiava olhava pelo retrovisor, olhava para Joana e sentia-se culpado.
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sab Fev 16, 2008 5:10 am

Ora bem, tenho a dzr k adorei, como já sabes! Razz

Quanto ao capitulo anterior a este...ixo ñ se faz, a Joana é minha amiga pá! Lol!

Epá vou comentar isto axim a modos k pó misturado se ñ, ñ me entendo! Very Happy

Dps tenho a dzr k akela pita (ela ñ é pita, é da noxa idade, mas eu gosto de lhe xamar axim) enerva-me profundamente! Sorry mas é axim...e inda xateia mais acreditarem nela k ñ a conhecem de lado nenhum e pensarem k eu tou xexé! Surprised Sad Fogo pah pah fogo pah! Ñ há condições! Razz

Pooorquê?...mt fofo...obrigado obrigado gaja! Lol!

Dps a modos k o Sam td triclodoce pa cima da caramela...axo k ñ cai mt bem no goto de mt gente, MAS a Joana é k sabe...ñ te admires se as Sammy girls te cairem em cima... Very Happy

Citação :
– Estás-me a chamar mentirosa?! – Ângela levantando-se com ar indignado.

– Queres mesmo que te responda? – Vanessa cruzando os braços e semicerrando os olhos
Já ouvi exa cena do "Queres mesmo que te responda?" noutro lado kalker...he he! Razz

Hmm...aaa...rmmm...ñ sei se falta alguma coisa...hmm...axo k por agr xega, tb ñ tenho tempo pa mais...enfim...k venha o próximo capitulo! Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Sab Fev 16, 2008 3:21 pm

Tou a adorar... kero mais.... e mais...
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Fev 28, 2008 8:34 am

7º CAPÍTULO


– DEAN! ACORDA PÁ! Estou a chamar-te à duas horas! – Sam irritado e abanando o irmão que dormia que nem uma pedra.

Joana e Vanessa estavam sentadas, numa espécie de banco de verga encostado à parede à frente da cama, de cabeças encostadas uma na outra e olhos fechados, estavam cheias de sono.

– Man… hm… tipo… p’a que é que nos acordas-te? Já sabes que ele é axim… – Vanessa falando com voz de sono.

– Acordas o gajo 1º e depois nós! Agora ‘tamos p’aqui feitas múmias a cair de sono e esse gajo aí na boa… – Joana abrindo um olho.

– DEAN, DEAN! ACORDA DUDE! JÁ ‘TOU FARTO PÁ! Não tarda mando-te uma almofadada! DEAN! SÃO 10 HORAS PORRA! JÁ DEVIAMOS ESTAR LÁ!!! – Sam agarrando na almofada e começando a dar no irmão.

– Que éééé…? – Dean com voz cavernosa e abrindo com muito custo um olho.

– LEVANTA-TE! JÁ ‘TAMOS MAIS DO QUE ATRASADOS! – Sam esbracejando com a almofada na mão.

– Um copo de água em cima resultava… – Joana bocejando de olhos fechados.

– Que má… lol… – Vanessa também de olhos fechados.

– Boa ideia! – Sam começando a ir p’rá w.c..

– Nem te atrevas Sammy! – Dean começando a mexer-se devagarinho na cama para se levantar.

– Milagre… o gajo acordou definitivamente… – Joana abrindo um olho e vendo Dean sentar-se na cama.

Vanessa abre também um olho. Sam estava encostado à parede a ver o ‘desenvolvimento’ do irmão.

– Ai mãeziiiinha! Que me dá uma coisa má! – Vanessa arregalando os 2 olhos e endireitando-se no banco, Joana ia caindo por causa dela.

– Hey! Cuidado sim?! Lolada… és uma porca… ahah. – Joana.

– Que foi? – Sam e Dean olhando p’a elas.

– Hã? Eeeeh… na-naaada!!! – Vanessa sorrindo e ficando vermelha.

– Hm? Não entendi… disses-te que te dava uma coisa má… porquê? – Sam arqueando as sobrancelhas.

– Porque… porque… porque o gajo ‘tá de t-shirt e de boxer’s (os justinhos, bem ao jeito dele! Very Happy~ NHAMI! Lol!) e ‘tá um briol do caraças!!! – Vanessa mentindo.

– Tuuu… sabes muito… – Joana murmurando p’rá amiga.

– Shush! (Lê-se ‘shash’. Shush = Xiu) – Vanessa.

Os irmãos entreolham-se ficando a anhar. Vanessa e Joana têm sorriso de orelha a orelha. Dean levanta-se e espreguiça-se.

– Pronto… ‘MARRI’! – Vanessa falando baixinho.

Joana desata-se a rir. Dean olha com cara de ‘Hm?! o.O’ e ignora.

– Bem… vou tomar um banho… – Dean sendo interrompido enquanto pegava numas cenas, indo p’ó w.c..

– DEAN! – Sam faz cara de ‘Tipo… ‘tás a gozar certo?!’, e à espera de resposta do irmão.

Dean ignora-o e vai para o w.c., Sam deixa-se cair na cama ‘bufando’.

– Já sabes como ele é Sam… – Vanessa.

– Pois sei! O pior é que fico sempre à espera que me surpreenda… pode ser… um dia… * Sam ao fechar os olhos no fim da frase, manda um berro * AAAH… eeesh… AHAAAH…

– SAM!!! – Vanessa e Joana levantam-se e vão ter com Sam que tinha rebolado até ao chão e arqueava de dor.

– Que se passa?!!! Sam?! – Dean aparecera de imediato no quarto… (only on slip’s! oh yeeeh)

– AAAAH… D-Dean… – Sam com as mãos na cabeça e queixando-se de dor.

– Uma visão Sammy?! – Dean agarrando o irmão com cara de preocupado.

– Ui ui… e que visãããão… – Vanessa babaaando enquanto olhava para Dean.

– VANESSA!!! Por favor! Agora não ok?! – Joana com cara muito séria olhando p’a ela e ajudando Dean a levantar Sam.

– Eeeh… pois… sorry! – Vanessa ajudando também.

Todos ajudam Sam a sentar-se na cama, Joana senta-se ao lado e dá-lhe ‘festas’ da têmpora direita para o cabelo, numa tentativa de o acalmar.
Sam engolindo em seco, olha para Dean nos olhos, que estava de cócoras à sua frente, começa a falar.

– D-Dean… eu… eu vi… eu vi o miúdo! – Sam engolindo de novo em seco

– Hm…? Qual… qual miúdo? – Dean ‘tava a anhar.

– O mi… o miúdo que… que ela viu… – Sam com ar aflito e olhando para Vanessa.

– O miúdo… O MIÚDO!!! – Dean levantando-se.

– Eu disse! Eu disse que tinha visto um miúdo! – Vanessa ficando chateada e cruzando os braços.

– Onde Sam… aliás… o que é que tu viste Sam? – Dean acocorando-se de novo à frente do irmão.

– Eu… eu vi o miúdo… na janela… na janela do telhado da casa da Ângela… e depois… oh GOD! Depois vi levarem-no para uma cave… ele chorava… vi depois o miúdo amarrado numa… pedra de altar… havia gente à volta… vi… vi o miúdo sangrar… alguém segurava um punhal com sangue… havia… eu vi… o corvo e os ‘homens’ estavam lá também… eles… eles vão sacrificar o miúdo DEAN! – Sam tinha o mesmo ar de aflito mas com lágrimas nos olhos agora.

Dean olhava para o lado como se dissesse ‘Oh god… não acredito.’.
Joana e Vanessa estavam atónitas.

– Tem calma Sam… tem calma… temos… temos de pensar o que vamos fazer… * Dean tentando achar palavras e ideias, mas sendo interrompido *

– Dean! A única coisa a fazer é ir lá! Imediatamente! Tentar achar esse miúdo e protegê-lo, tentar perceber porque raio nos mentiram e o querem sacrificar! – Sam.

– Tens razão… mas não podemos chegar à santa terrinha e arrombar a casa daquela… * Dean ia chamar ‘gaja’ com muito tom muito mau, ao falar de Ângela * entrar por ali a dentro e procurar o miúdo! – Dean levantando-se e indo vestir-se (Não… Deeean… deixa-te ‘tar assim! Very Happy~ * TUNFAS * Hey! Dean girls… não me batam sim? Eu é que ‘tou a escrever! Vocês também o queriam só de boxer’s! * Dean girls pedem desculpa * Acho bem!).

– Co-como era o miúdo Sam…? – Joana calmamente.

– Igual à Ângela… branquinho, olhos azuis, moreno, cabelo curtinho… tinha um olhar profundo mas assustado como se pedisse ‘Ajudem-me!’… – Sam olhando seriamente para o ar.


Última edição por DarkAngel em Qui Fev 28, 2008 8:37 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Fev 28, 2008 8:36 am

Segundos de silêncio. Vanessa estava com ar de ‘OMG’. Dean acabara de se vestir, ajeitando o blusão, olha para Sam, que estava de costas p’a ele e faz uma pergunta.

– Vanessa… é o miúdo que viste?

– S-s-sim! – Vanessa olhando para todos.

– Ok… então… ‘let’s go’! Não pudemos perder mais tempo! Temos de arranjar maneira de entrar em casa dela, procurar o miúdo e tirá-lo de lá! Com que então… rezar a Deus… tsss… não sabia que Deus gosta de sacrifícios, ainda mais com crianças… – Dean incrédulo, com ar sério, pega na mala, nas chaves do Impala e sai do quarto, Sam segue-o apoiado pelas meninas.

No hall de entrada.

– BOOOM DIA MEUS FILHOS!!! * Velha sorrindo * Espero que txe tenham dibertido muito ontem à noite… ai Jasush! * Velha fica meio assustada ao olhar para a cara de todos * Que olheiras! Metem medo ao txusto! Mas botxês num dormiram meus anjinhos?

– Ooooh não… só cá faltava esta… * Dean murmurando * minha senhora, estamos com um pouco de pressa sabe… queremos visitar as redondezas… e nada melhor do que de manhã! Sim, dormimos pouco… fomos p’rá farra como sabe… mas não se preocupe, estamos bem… – Dean fazendo smile.

– Deixámos a chave no sítio que disse e espero não termos feito barulho quando chegámos… – Joana ajudando Dean na ‘safa’.

– Oh txim… não dei por nada, foram mais txilênxiojos que o próprio txilênxio! – Velha dizendo que ‘sim’ com a cabeça e sorrindo.

Dean faz sorriso sarcástico. (Ah bom! Acabaram-se-me as folhas! Vou buscar mais! * Mas ela não ‘tá a escrever no pc? * Caluuuda girls! Não! Eu escrevo à mão e depois passo p’ó pc!)

(Voltei! Very Happy)

– Bem… temos mesmo que ir, ainda tenho que abastecer o carro e tal… com licença… – Dean chegando à porta.

– Txá comeram? – Velha.

Dean pára, dá meia volta, olha p’á senhora, faz grande smile.

– Comida? Hm… isso agrada-me! – Dean ainda com grande sorriso.

– Dean! Oh por favoooor… – Joana murmurando com cara de ‘Não acredito nisto!’.

– Mas… o pequeno-almoço não era às 8? Já são 10:30… – Vanessa.

– Oh… txim ei… mas como botxês txó acordaram agoura porque txe deitaram tarde… eu fatxo um extrajinho, não tem problema. – Velha dirigindo-se para a porta da cozinha.

– Deeeeeixe ‘tar! Agente come qualquer coisa por aí! Já es-ta-mos… ATRASADOS! Hihi! – Joana dando big smile e agarrando no braço de Dean que já ia atrás da senhora, arrastando-o pensão fora.

– Mas… mas… – Velha.

– Até looooogoooooo! – Vanessa sorrindo de orelha a orelha, dizendo ‘Adeus’ com a mão e fechando a porta.

Lá fora…

– Opá! Eu tenho fome! Queria comer! – Dean com ar indignado.

– Tuuu cala-te pá! Atão agente ‘tá mais do que atrasado e tu esqueces tudo momentaneamente só p’a comer? Ai eu… – Joana indo em passo rápido para o carro.

– Mas eu tenho foooome! – Dean.

– Olha… o Dean ‘tá a fazer birra… – Vanessa com ar meio sério meio gozão.

– Se a mulher não tivesse falado nem sequer te lembrarias da comida… por isso PSHIU! Faz como se a mulher não tivesse dito nada! * Joana chegando ao carro * Meeeexe-te Dean! ‘Tá frio e temos que nos despachar! O Sam precisa de se sentar! – Joana pondo mão nas costas de Sam que também chegara ao carro e estava apoiado nos dois braços encostado ao tejadilho.

Dean barafusta qualquer coisa parecida com ‘Chatos! Eu tenho FOME!’, mas ninguém percebe e ignora-o. Vanessa também já estava ao pé de Sam tentando confortá-lo… Dean lá chegou ao carro. Enfiaram-se todos lá dentro e puseram-se a caminho de… Alcova da Machadinha.

– Sam… achas que isso vai acontecer hoje…? – Joana.

– N-não sei… normalmente as minhas visões vêm pouco antes da ‘coisa’ se suceder… – Sam dando pequenas massagens com as pontas dos dedos nas têmporas.

– Só espero que cheguemos a tempo… – Vanessa com ar alarmado, mas depois fica séria e olha pela janela – eu disse que tinha visto o miúdo! Mas ninguém acreditou em mim…

– Eu acreditei! Sempre acreditei em ti gaja! A minha ‘piminha’ não fica xexé assim do nada… eheh… – Joana fazendo sorriso maroto no fim da frase.

– Desculpa girl… eu… eu tive… eu duvidei mesmo que tivesses visto o miúdo… mas… ainda tinha esperança de que fosse verdade… – Sam olhando para trás.

– E agora tiveste a certeza! Caso contrário ias continuar a achar que eu tinha alucinado… bem como o teu irmão… – Vanessa sendo sarcástica em relação a Dean.

Dean não acha muita piada àquela indirecta mas fica sem saber o que responder (BRAVO VANESSA! Deixas-te o Dean literalmente sem palavras! XD), olha pelo retrovisor e repara que tinha Joana fixamente a olhar para ele, também pelo retrovisor, com cara de ‘Siiim?!’.

– Que foi?! – Dean arregalando os olhos.

– ‘Tou à espera da tua resposta à Vanessa… ou vais ficar calado? – Joana deixa Dean engalinhado. (TUNFAS! Oh yeeeeh! Dois – zero! A equipa feminina ‘tá a ganhar! PUNTS PUNTS PUNTS! Hey Saaaam… é melhor ajudares o teu maninho! XD XD XD)

– Eh… hm… e-eu… eu… epá yá… duvidei dela… sim… cheguei mesmo a pensar que o frio lhe tinha congelado os miolos * Vanessa fica com cara de poucos amigos * … mas sempre tinha a outra parte de uma certa suspeita de que aquela (DEAN! Tento na língua! Veja lá como é que fala da menina Ângela!)… rrrm… de que a Ângela nos ‘tava a mentir! Não sou aqui como o nosso Sammy… que se embeiçou pela branquinha, morena de olhos azuis… e campónia * Sam não sabia se havia de se esconder ou de mandar vir com o irmão por chamar ‘campónia’ a Ângela * … e que acreditou na sua deusa e pôs em causa a razão de uma amiga sua… não é assim Sammy? – Dean dá sorriso de orelha a orelha.

Sam olha de lado para o irmão.

– Não… não é… e eu já disse que ainda tinha a esperança de que fosse verdade, de que ela tivesse visto mesmo o miúdo. – Sam afundara-se no banco e no seu próprio blusão.

– Hm… mas a parte do ‘embeiçado pela branquinha, morena de olhos azuis’ também é mentira…? – Dean fazendo um smile ainda maior.

– Ooooh… não me chates! – Sam afundando-se mais ainda no blusão e olhando para a estrada.

Joana e Vanessa dão risadinha.

– Hey… girl… desculpa se nalguma ocasião duvidei da tua sanidade… – Dean olhando para Vanessa pelo retrovisor.

Vanessa dá sorriso tímido e acena que sim com a cabeça.

Depois de estacionarem o carro ao pé da casa de Ângela, todos ficam admirados pelo movimento na rua.

– Oooo.k. … tudo bem que ela disse que de dia saíam, mas sempre pensei que o medo fosse superior e que fossem apenas alguns a saírem de casa… não a vila toda! – Dean.

– Eheh… pelos vistos… o medo só existe a partir das 20:30… baril… medo com hora marcada… eheh. – Joana olhando para as pessoas na rua.

– Bem… eu gosto muito de vocês, mas e se nos puséssemos a andar? Acho que ainda temos umas quantas coisas para fazer, uma delas entrar na casa da outra e levar o miúdo dali antes que aconteça o pior… alguém já magicou como raio vamos entrar em casa dela? – Vanessa ajeitando o casaco, pondo as luvas e o cachecol.

– Boa pergunta… hey! Essa do ‘Eu gosto muito de vocês, mas…’ é minha!!! Andas-me a roubar texto! – Joana dando tapa no braço da amiga.

– Azarucho! – Vanessa deita a língua de fora a ela.

– Ah! Surprised Bruxa! Eheh… – Joana dá outra tapa no braço de Vanessa.

– Nã… a bruxa aqui és tu… loool! Vá… vamos ou ficamos aqui até alguém ter alguma ideia brilhaaaaante?! – Vanessa fazendo gestos com as mãos e preparando-se para sair do carro.

Ninguém responde. Decidem sair todos do carro.

– Ok… eu presumo que pelo silêncio ainda não há plano… nem vai haver… o que me cheira que vai ser ‘tudo ao molho e fé em Deus’ ou o ‘salve-se quem puder’ para lá entrar e tirar de lá o puto… fixe… – Vanessa levantando as sobrancelhas com ar sarcástico.

Joana olha para Dean que está com uma cara seriamente pensativa, olhando para longe… para o nada. (uuu… ‘so mistirious’ que eu estou… ‘mistirious’, poética e filosófica… credo! lol)

– Yuu-uuu… Dean?! ‘Tás a pensar no quê pá? – Joana fazendo gestos com as mãos para chamar a atenção.

– Hm…? Ah…! Hey! O Sam é que podia ir bater à porta dela e averiguar se os pais lá estão… se não estiverem, óptimo, mas é provável que o irmãozinho ‘mudo’ lá esteja… envias-nos uma mensagem e nós aparecemos por lá… o resto logo se vê… – Dean olhando para todos.

Estava tudo com cara de ‘Meu Deus… afinal o Dean também tem a sua quota de inteligência!’. (“Pois tenho!”, É… pena é que só funcione às vezes… assim de… 24 em 24 horas… ou mais… * TUNFAS * Hey! Dean! Vai lá bater na tua prima sim?!, “Eu não sou burro!”, Eu não disse que eras! Vamos lá a ter respeito, se não sais fora da história!, “Ai sim? E depois qual era a piada?”, Ai eu… cala-te pá! Quieto! Psht! Senta! Não fala! Lindo menino… de presente dou-te as Dean girls todas do fórum! * Dean girls todas aos pulinhos * Wow! Dou-vos… nooooutra história! XD)

– E então? Do que estamos à espera? De que chegue a noite? – Dean cruzando os braços.

– Hm…? Heee… * Sam ‘acordando’, bem como as meninas * sim, ok… vamos lá então…

– Psst… calma aí… wow, aguenta aí os cavalos ‘saxavor’! Levamos armas? – Joana.

Os Winchester entreolham-se e cada um mostra a sua arma já a olhar para elas.

– Ah… ok… isso é um sim…? – Joana.

– Que é que achas? – Dean.

– Ok… whatever... – Joana levantando o sobrolho direito e indo buscar o seu punhal e a sua arma. Vanessa vai também buscar a sua…

Enquanto Sam fica na porta de Ângela, Dean, Vanessa e Joana vão até ao café. Sam bate à porta. Ninguém ‘responde’. Volta a bater.

– S-sim…? – Ângela.

– Ângela…? Sou eu… o Sam.

– Oh Sam! Tens de entrar pela igreja… vai à outra sacristia e diz ao Padre Jerónimo que te leve aos túneis… a minha porta é o número 56. – Ângela explicando calmamente.

– O-ok… até já… Ângela. – Sam docemente.

– Até já Sam… – Ângela em tom calmo e simpático.

Sam dirige-se á Igreja onde entra pela porta principal.
A igreja era o único edifício que não estava entaipado por fora. As grandes e pesadas portas eram feitas de ferro e eram trancadas por dentro à chave e com grandes ‘vigas’ de ferro. De dia mantinham-se abertas.

No café…

– Eu espero bem que tu saibas o que fazer caso nos envolvamos num tiroteio… ou seja... se for preciso usar-mos as armas, a vila vai ouvir-nos e estamos feitos… por isso… espero que tenhas algo em mente para nos safar-mos! – Joana brincando com a garrafa de água que tinha pedido.

– Jo… rrrm… Joana… sabes muito bem que devemos andar sempre armados… – Dean pousando a chávena de café. (Imaginem o Dean a beber uma bica! XD A mexer com a colherzinha, a pousar a colher, a segurar a chávena, a beber e a pousá-la! XD XD XD)

– Sim, mas tipo… eeeh… estás à espera do quê? Que a Ângela saque da caçadeira e comece aos tiros?! – Joana rindo com a situação. Vanessa também ri.

Dean olha seriamente para ela. Joana desfaz o riso e o sorriso e fica séria.

– ‘Tás a gozar certo? – Joana.

– Estou-me a rir? Aquela rapariga é maluca, então não te lembras dela ontem a sacar da caçadeira, MAIS os padres, de trás das costas e a apontá-las a nós?! – Dean arregalando os olhos.

– Eeeh… pois… eh eh… tens razão… hihi. – Joana com riso nervoso.

Na igreja.

Sam dá com a 2ª sacristia onde vê 3 padres. (‘Pick a card’ Sam! XD)

– Hm… rrrm… Bom… Bom dia! – Sam timidamente.

Os padres viram-se e um responde.

– Oooh… Bom dia meu jovem! Sempre veio… em que posso ajudá-lo?

– Estou à procura do Padre Jerónimo… vou ter com a Ângela. – Sam olhando nos olhos do padre.

– Hm… ok… * Virou-se para outro padre * Jerónimo?! * Jerónimo vai ter com eles * Leva aqui o rapaz aos túneis e indica-lhe o caminho para os Antunes.

– Com certeza. Vinde meu jovem… * Pega gentilmente no braço de Sam e leva-o * ides ter com a menina Ângela? – Padre Jerónimo.

Entram ambos por uma porta atrás de uma grande cortina vermelha e desaparecem.

No café…

– Bem… convém que o Sam não se distraia demasiado com ela… lol… se não vamos morrer aqui à espera... – Vanessa.

– Ora nem mais… falas-te bem gaja boa! – Joana deitando língua de fora.

Dean olha de lado para Joana.

– Que é? – Joana.

– Nada… – Dean.

– Quem nada não se afoga… e eu não me vou pôr a nadar com um frio destes, p’ra mais não há onde fazê-lo! Olhas-te p’a mim porquê? – Joana.

– Essas tuas deixas… são um tanto ou quanto… estranhas, não? – Dean.

– O quê? O ‘gaja boa’? Wow! Calma-te lá… lol… eu não sou lésbica! Ahahah… nem bi!!! As raparigas tratam-se assim entre si, as amigas… lol… ‘amor’, ‘fofa’, ‘linda’, ‘gaja boa’, ‘xuxu’… loool… porque somos amigas e gostamos umas das outras… em vez de dizer o nome dela… dizemos essas palavras… que podem ser de brincadeira e elogios! – Joana.

– Hm… vocês raparigas são muito… estranhas… – Dean.

– E vocês… são o quê? Eheh… – Vanessa.

Dean não entendeu a pergunta. Elas dão um pequeno risinho e esquecem o tema.

Depois de desaparecerem pela cortina, Sam e Padre Jerónimo descem uma boa quantidade de escadas. Tudo em granito, frio e escuro, a única luz provinha de uma tocha que o padre tinha pegado no início das escadas.
Chegados lá abaixo, Sam depara-se com uma grande divisão, de onde saíam cerca de 12 túneis.

– Bem jovem, o túnel para os Antunes é este aqui, assinalado com uma estrela de cinco pontas, se reparares… cada túnel tem um símbolo, foi feito para que nós padres saibamos com mais facilidade que mora onde. Está tudo registado num livro guardado na igreja. Cada nome de família, cada número de cada casa e em que túnel estão. – Padre Jerónimo.

– Isso quer dizer que desde que os túneis foram construídos, as famílias têm ficado na mesma casa geração após geração? – Sam.

– Sim, não se mudam para não criar confusões… para além do mais, abrir mais túneis seria um pouco perigoso… hoje em dia, na terra, não temos gente experiente em matéria mineira… ou seja… a andar debaixo de terra, que conheça o subsolo como a terra lá em cima, que saiba construir sem perigo de que o resto se desmorone. – Padre Jerónimo.

– Estou a ver… ok… muito obrigado Padre Jerónimo. – Sam sorrindo gentilmente.

– Tendes uma tocha a pouco mais de 5 metros, olha… dá para ver a luz… ide… – Padre Jerónimo.

Sam entrou no túnel e pouco depois agarrou na tocha e continuou caminho.

No café…

– Que horas são? – Joana.

Vanessa olha para o relógio. Dean olha para Joana de lado.

– 12:00. – Vanessa. E nisto ouve-se os sinos da igreja a tocarem assustando Vanessa e Joana.

‘Dlong… Dlong… Dling… Dlong… Dlong…’

– Creeeedo! Irra! Querem-me matar do coração ou quê?! – Joana levando a mão ao peito.

– Eheh… * Joana e Vanessa lança, olhar fulminante a Dean * aaah… rrrm… ora pois bem… eeeeh… e que tal se almoçássemos? ‘Tou cá com uma fome? – Dean sorrindo.

– Quando é que deixas de pensar em comida? – Joana.

– Eeeeh… quando morrer… – Dean levantando a sobrancelha com ar gozão.

– Ah ah ah… que piada… – Vanessa.

– Deixa-te mas é ‘tar quietinho, não vá o Sam chamar-nos e depois ninguém te atura se ficares com o almoço a meio. – Joana fazendo gestos com as mãos e a garrafa de água.

Dean fica com ‘bico de pato’ (amuado).

Sam chega ao fim do corredor que dá para outra pequena divisão com mais túneis.

– ‘Great’! E agora… * Sam olha para os 5 túneis, passa uma tocha mais perto da ombreira cimeira da entrada do túnel * hm… 56… é este…

Sam entra no último túnel à sua direita, e percorre cerca de 30 metros. No fim encontra umas escadas, sobe-as e dá com a porta da casa de Ângela. Bate e pouco depois alguém abra a porta deixando Sam espantado.
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   Qui Fev 28, 2008 3:04 pm

Adorei!!!!! Kero mais!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Supernatural in Portugal   

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Supernatural in Portugal
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